Contacte-nos através do nosso email:
cethomar@hotmail.com

6/10/2008

Ontem, Hoje e Amanhã

É verdade, o nosso Templo está novamente em obras... não dão descanso aos monges guerreiros que tentam “dormir o sono eterno”…

É interessante percebermos o quanto estas novas modificações, vão melhorar (ou não) o nosso querido monumento.

Deste modo apresento aqui o Olival, que deu nome ao Templo


Postal do inicio do século XX


A Planta elaborada pelos arquitectos da DGEMN antes das intervenções


A planta apresentada em manuscrito do Mestre Raúl da Graça, que em 1932, que desenhou uma proposta de arranjo exterior da Igreja. Arranjo que agora está a ser demolido.
Esta planta de alterações, propõe as demolições a amarelo e as construções a vermelho.
Nota que nem tudo chegou a ser construído, mas das demolições sabemos, pelas fotos o que aconteceu.
(Obrigado ao amigo Rui Ferreira.)


Trabalhos arqueológicos realizados em 1982, junto do Templo de Santa Maria dos Olivais. Nestas escavações puseram-se a descoberto parte do cemitério medieval a cerca de 50 cm de profundidade, onde encontraram também moedas e alfinetes entre outros objectos utilizados na época.
Fonte :Boletim cultural e informativo da Câmara municipal de Tomar nª5 ,de 1983

As antigas escadas, colocadas pela DGEMN


Muitas das pedras (estelas funerárias, entre outras) que foram desenterradas do átrio e da envolvente, nos anos 30, durante a intervenção da DGEMN, estão na colecção UAMOC no Convento de Cristo. Hoje novamente, outras vêm ao de cima…

Escavações arquelógicas junto ao Lar

A futura zona reabilitada, com a rotunda ao fundo...


Plano de reabilitação do flecheiro e Santa Maria do Olival. Na envolvente à Igreja de Santa Maria dos olivais vão se dar três grandes modificações. O trânsito passará por detrás da Igreja, saindo numa futura rotunda junto à Portugal Telecom e em frente à torre surgirá uma praça que vai confinar com um parque de estacionamento. Será mantida a zona de protecção à igreja, valorizando-se os percursos e enquadramento dos dois edifícios existentes. Do lado norte da igreja, o “jardim das oliveiras” (com meia dúzia delas!) será requalificado sendo atravessado por dois percursos pedonais e uma zona de estadia e sombra no seu interior.

Que acham destas obras? Façam o favor de comentar!
Até breve.

5/18/2008

Capela de Santo António em Tomar


A todos os que visitam Tomar por certo passa-lhes despercebido a existência desta capela, dedicada a este santo tão querido dos Portugueses.
Trata-se de uma pequena capela que foi construída no séc. XV no sítio denominado hoje Casal de Santo António, a cerca de três quilómetros de Tomar e perto do Aqueduto filipino.
Este pequeno edifício conservou-se muito tempo em ruína, sendo mais tarde aproveitado para dependência agrícola, sérvio de adega e palheiro, sem contudo lhe terem mutilado qualquer dos seus elementos arquitectónicos.

A capela é formada por um arco gótico do séc. XV, uma abóbada ricamente decorada, da renascença e tendo como retábulo do altar, um nicho, já do séc. XVII.
Na parede do lado do Evangelho estava colocado um pequeno túmulo, em estilo gótico, constituído por um arco-sólido de três arquivoltas alojando uma arca ossário.
Este túmulo pertence a Nuno Gonçalves da Meira, Homem de confiança do Infante D. Henrique e membro da ordem de nosso Senhor Jesus Cristo.

No ano de 1942 o saudoso coronel Garcez Teixeira sugeriu a ideia de que se adquirissem todos os elementos pertencentes à capela, que ainda lá se encontrassem. Para isso forçaram-se negociações e como não se conseguiu a cedência gratuita, foram adquiridos por compra, no ano seguinte.
Retiradas do local primitivo, as respectivas cantarias, foram devidamente arrecadadas, ficando à espera de uma oportunidade para se fazer a reconstituição da capela noutro local mais apropriado e mais acessível aos inúmeros apreciadores do nosso património artístico.
Primeiro pensou-se em adaptá-la à capela de S. Gregório Nazareno, mas por fim achou-se preferível manter este pequeno templo sem alterações ao seu estilo. Foi o que se fez, procedendo-se ao restauro e reconstrução no local onde hoje se encontra, bairro 1ºMaio (antigo bairro Salazar).
Neste projecto foram aumentadas as dimensões do corpo da capela e colocou-se na fachada principal a primitiva porta de entrada.
Para completar o conjunto, foi colocada a rosácea na fachada, as cantarias da Renascença da porta de serviço, nas traseiras do edifício, os azulejos Hispano-árabes do frontal da igreja.

A todos que queiram visitar esta capela, ela fica perto da antiga fábrica da fiação sendo muito fácil encontra-la.
Esta capela esta aberta todas as segundas de manhã para missa, e no dia do seu padroeiro, dia 13 de Junho.
Para a feitura deste post queremos agradecer a simpatia com que fomos recebidos pelas pessoas que tão bem conservam este local. A todos um muito obrigado.
*****

4/25/2008

Túneis de Thomar por J. M. Sousa em 1903


Transcrição do livro “Noticia descriptiva e historica da Cidade de Thomar” por J. M. Sousa, Editado em 1903, páginas. 180 e 181.

“Corre em Tomar, por tradição que entre o castello e a egreja de Santa Maria tinham os Templarios uma via subterrânea que ia desembocar n`aquella torre; outros dizem que dentro da egreja: É certo que na base do castello, chamado castello novo, há uma abertura com degraus que, a não ser a estrada d`aquella via, não se sabe com que fim foi feita, nem onde irá ter. É certo que um velho, que viveu no tempo dos frades e depois foi guarda do convento, nos disse, já há muitos annos, que tinha por ali descido na companhia de alguns frades e que haviam chegado até debaixo da povoação, porém que não poderam continuar por estar tudo muito entulhado e haver dificuldade em respirar, chegando mesmo a apagarem-se as luzes por falta de circulação do ar. Há alguns annos e por mais de uma vez abateu o terreno na rua da Graça, junto á egreja da Misericórdia, suppoz-se ser a abobada d`aquelle túnel que abatesse n`aquelle ponto. Valia a pena fazer explorações, para se saber o que há de verdade a este respeito. A torre a que nos referimos parece que foi ameiada, depois apeiaram se as ameias e fez se lhe um accrescento com campanários; talvez por ficar baixo, fizeram-lhe ainda outro, onde estão agora os sinos; no pavimento deste vêem se algumas lages com letreiros, o que mostra terem servido de campas funerárias a pessoas distintas; estes letreiros porém estão já apagados que difficilmente se poderão ler; alguns são em gothico.”

Este autor faleceu em 1905.

*fotografia tirada na Mata dos 7 Mon7es

4/22/2008

Pedras-de-Armas de Tomar

Com este post vamos proporcionar a todos aqueles que visitam a nossa querida cidade de Tomar. Um olhar diferente sobre os seus monumentos.
Vamos aqui tentar traduzir algumas das pedras tumulares para que quando visitarem os nossos monumentos possam identificar e levar deles um conhecimentos que até agora (salvo algumas excepções) não é referido nos boletins turísticos.

Igreja de Santa Maria Dos Olivais

Ao percorrermos o carcomido lajeado da igreja, encontramos, entre duas colunas que dividem a nave central da do norte, a lápide sepulcral de Fernão de Sampaio e de sua filha Maria de Sampaio.
É uma laje muito alongada e estreita, emoldurada por um grosso rebordo, que tem ao alto o Brasão dos tumulados. Ao qual se segue uma curiosa inscrição em caracteres góticos, que dá à lápide acentuado sabor quatrocentista, vertida para Português moderno, essa inscrição reza assim:

Aqui jaz Fernão de Sampaio
Cavaleiro fidalgo criado de El-Rei
Dom Afonso (Afonso IV) e de sua Filha
Maria de Sampaio.

Não muito longe da anterior, fica a sepultura do fidalgo quatrocentista Pedro Vaz da Veiga e de sua mulher Isabel de Góis.
É também uma laje muito comprida e o seu interesse artístico resulta em especial da originalidade com que estão dispostas as diferentes peças que a decoram.
Ao alto, ornatos vegetais formam semicírculos. Mais abaixo vê-se uma legenda em caracteres góticos encimando o campo onde se desenvolve o brasão e seus complementos exteriores.

É na parede do lado do Evangelho que está encastoado o rico e sumptuoso mausoléu de D. Diogo Pinheiro, 1ºBispo do Funchal, grande figura renascentista recatadas de complicados lavores, onde é evidente a preocupação decorativa que levou o artista a espalhar por toda a obra um sem número de delicados e primorosos ornamentos.
A arca tumular, abrigada num magnífico arco escavado na parede da capela-mor e ornada nos cantos com caveiras.
O túmulo que abriga os ossos do prelado apoia-se no primeiro embasamento, onde, além de um ornato zoomórfico, está gravada outra inscrição que serve de epitáfio:
"Aqui jaz D. Diogo pinheiro primeiro Bispo do Funchal"

Embutida em frente da escadaria da igreja esta a lápide ornada heraldicamente de Inácio Tamagnini e sua Sobrinha (séc. XIX).
Por mercê do imperador Segismundo, Rei da Hungria foi incorporado neste brasão a Águia Cesariana e sobre ela a coroa do Sacro Império, formando-se o conjunto que se vê na foto.
O Dr. Inácio Tamagnini e sua sobrinha D. Ângela foram personalidades de relevo nos fins do séc. XVIII e XIX, tanto em Tomar como na corte.


No absidílo do lado norte, em caracteres góticos temos a sepultura de D. Maria da silva segunda filha dos primeiros condes de Penela e que faleceu em Tomar em 1525.

Capela e Túmulo de Simão Preto, natural da Cidade Tomar e que faleceu nas partes da Índia.
Sobre este Túmulo existem muitas dúvidas pois existe outra inscrição na igreja de Nossa senhora da Candeia (Senhora da Graça) em Tomar.

4/21/2008

Church of Saint Mary of the Olivais in Tomar


This must have beem the site of the roman settlement called sellium,abaut which many memorials have beem found.It seems that after being destroyed during the invasions of Barbarians ,it revived for a short time under the name of Nabancia,with the foundation of two convents which became celebrated about the year 653 by the death of the virgin martyr Saint Iria,which tragic event was the cause of the settlement being again destroyed,but to still greater extent,58 years after ,by the razzias of tarik and his successors.

After the christian reconquest its ruins were made use of by the knigtht Templar Gualdim Paes,part of them in the constructiom of his inexpugnable fortress on the opposite mount,while with the rest he rebuilt from its foundations the church of the old convent of Saint Mary of Selho.But if the old church was in the Romanesque style ,very common in the 6ªcentury,the new one was built in the early Gothic.This was in the second half of the 12ªcentury,and Gualdim Paes was a learned man and had travelle greatly.He had besides that built a chapel in his fortress in the Gothico-Byzantine style.

The new Church acquired the honour of being the Pantheon of the grand Masters of the Temple,and from being the mother church of the settlement,it came to be also that of the churches which its sucessor ,the Order of Christ,built in Europe,Asia,africa,america and Ociania.

Some yards to the west rises a square tower,which ,according to the tradition for the workmen who constructed this church,against the attacks sometimes made on them by Moors from the south.

4/15/2008

I Jornadas do Património Cultural em Tomar


I Jornadas do Património em Tomar
17, 18 e 19 de Abril de 2008

Organização:
Centro de Estudos de Arte e Arqueologia
Academia Nacional de Belas Artes
Grupo de Amigos do Covento de Cristo

Contacto:249328280

Alguns dos Painéis Temáticos:

1º - A Igreja de Santa Maria dos Olivais: História e Património;

2º - Estradas, Caminhos arcaicos e Calçadas;

3º - Património Cultural e Reabilitação Urbana;

4º - A Igreja de S. João Baptista e o seu Património Artístico;

5º - Património e Museologia;

6º - A Estratégia da Gestão do Património;

7º - Património e Ordem de Cristo.

Programa: (Clicar na imagem para aumentar)

3/23/2008

A crucificação de Santa Maria


A Páscoa é o período em que celebramos a ressurreição de Cristo após o martirio da crucificação. Na Igreja de Santa Maria do Olival, que data do Século XII, decidiu-se este ano reviver esse martirio crucificando, desta feita, a própria igreja. Pelas colunas da Igreja foram espetados pregos de forma a que estes pudessem suportar as folhas de palmeira, curiosamente sinal desse martirio, demonstrando um enorme desrespeito pelo nosso património cultural, para além, obviamente, de o danificar. Esperemos que se apurem quem foram os romanos, mas sabemos que provavelmente toda esta história acabará como habitualmente acaba: com Pilatos lavando as mãos e com o povo esperando a ressurreição.






Actualização:


Depois desta noticia apareçer na primiera página do jornal O Templario, saiu em resposta o Cartoon, da autoria de Carlos Mendes, publicado n´O Templário de 10-4-2008.

3/22/2008

Thomar de Antigamente



É com enorme prazer que anuncio neste blog, a exposição que esta a decorrer na Biblioteca Municipal de Tomar. A Exposição é uma mostra de coleccionismo, tendo como tema principal Tomar no seu passado.


Organizado pelo Clube de Coleccionadores de Tomar, e tendo como expositor Ricardo Branco, que teve como objectivo primordial incentivar todas as pessoas ao coleccionismo, bem como realçar as mudanças evidentes que foram surgindo com a evolução da Cidade de forma a que possamos olhar para o “nosso” património e para a “nossa” cultura de forma diferente, para que se possa preservar durante mais anos e de maneira a que as gerações vindouras a possam estudar e fundamentar as suas opiniões tal como os nossos antepassados o fizeram e como nós próprios o fazemos.


A exposição estará aberta ao público até ao dia 31 de Março de 2008, no átrio da Biblioteca Municipal de Tomar. Esta exposição assinala também o aniversário do Clube de Coleccionadores de Tomar que comemora 10 anos, como tal estão anunciadas novas exposições no decorrer deste ano.


Ao clube de Coleccionadores de Tomar desejamos um futuro muito próspero!

Algumas fotografias da exposição:







Até breve

3/09/2008

O Porto de Thomar (Estaus)


Em Tomar, a margem esquerda do Nabão foi sempre a preferida pelos povos antigos: Celtas, Iberos, Romanos, Visigodos, etc... Todos eles deixaram marcas das suas construções nesta margem hoje freguesia de St. Maria dos Olivais. A margem direita, até à ocupação Templária era naturalmente inóspita porque o Nabão inundava o local, hoje freguesia de S. João Batista. Certo que havia uma via Romana que dava acesso à ponte e que provinha de Olisipo e se dirigia a Bracara Augusta. A ponte seria mais comprida no sentido da corredora: as guardas prolongavam-se até à embocadura da rua dos Moinhos.

O Nabão entrava, como hoje, em Tomar dividindo-se em dois cursos distintos: um que seguia a norte do mouchão, pela esquerda, para a ponte, passando junto ao mosteiro de St. Iria o qual era mais forte; outro que inundava a zona que é hoje o jardim da Várzea Pequena que, nesse tempo, era repleto de espadamas, juncos e lodo formando o seu curso na direcção da rua dos Moinhos passando por debaixo da via Romana que ali teria um pontão; dava movimento às rodas das azenhas e vinha passar ao fundo da rua da Graça junto dos Estaus atingindo o curso principal perto do antigo matadouro.
Foi o Infante D. Henrique que viria a transformar e a dar uma grande importância ao rio ao construir a famosa Escola de Navegadores que a tradição erradamente consagrou em Sagres. Esses edifícios tinham como nome Estaus, eram enormes edifícios, para a época, que ocupavam o primeiro quartel a rua dos Arcos; um frente ao outro cujas fachadas tinham 16 arcos Góticos cada igual número de janelas do mesmo estilo por cima do vértice de cada arco; davam luz a enormes salões que serviam de escola, refeitórios e dormitórios. Era aqui que ficavam hospedados os astrónomos, astrólogos, geólogos, cartógrafos, marinheiros... Nos baixos funcionavam as oficinas,c arpintarias, tanoaria, saboaria, segeiro, cordeiro, esparteiro... os armazéns, os mercados, etc.. aqui se construíram as peças para os veículos de passageiros de carga, para embarcações que eram montadas em S. Lourenço junto às ferrarias(também aqui já celtas e Romanos trabalhavam o ferro na antiguidade). A título de curiosidade foi nestas ferrarias de S. Lourenço que D Manuel I anos mais tarde mandou construir canhões para as Naus.

Prontos os barcos facilmente seriam lançados ao rio até ao porto de Punhete (castelo de Constância) onde eram finalizadas as embarcações. Dai seguiam Tejo abaixo até Lisboa de onde se iniciava a grande aventura dos descobrimentos ou achamentos.

*Restos dos arcos...