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9/01/2010

SINTRA TEMPLÁRIA

Os Misteriosos Subterrâneos
Autoria: CETHOMAR Círculo Sintra Templária
(Degraconis, Lexior e Peninha)

1. Introdução (por Degraconis)
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“(…) Em reforço desta segunda hipótese (da presença templária naquelas casas), cujas confrontações se ajustam muito bem às que constam da carta de venda, encontrámos inesperadamente, no precioso arquivo dos Serviços de Turismo, onde tudo se guarda e nada se perde, um estudo que o espeleólogo Augusto Morgado publicou no Jornal Época de 12 de Agosto de 1972, depois de ter explorado a galeria subterrânea que parte das caves do Cave Paris, uns oito metros abaixo do nível do solo, em direcção ao Palácio Real. Segundo o esquema que acompanha esse artigo e que se reproduz na planta a ponteado, a passagem subterrânea prolonga-se para norte, sob a Praça da Vila, de onde bifurca duas vezes (…) ainda hoje se repara no muro da actual Rua dos Arcos (outrora Travessa dos Fornos) a abertura de uma chaminé de ventilação, cuja profundidade se pode sondar facilmente.  ” (a chaminé)

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Café Paris, Hotel Central, “Chaminé“
e Travessa dos Fornos

O trecho acima transcrito é retirado de um artigo do ilustre Sintrense Francisco Costa intitulado “O Paço Real de Sintra” inserido no Vol. I dos “Estudos Sintrenses” editado pela Câmara. Já conhecedores desta passagem, no citado texto, e em outras publicações que pouco mais fizeram do que transcrever na íntegra as palavras do Francisco Costa, decidimos procurar o citado artigo na ânsia de conhecer por inteiro a descrição dessa investigação levada a cabo pelo Espeleo Clube de Sintra, do qual A.Morgado era presidente.

Insolitamente, na posse do Jornal referido, não encontrámos o dito artigo que nos revelaria mais informação. Todas as referências que conhecíamos relativas ao artigo apontavam a mesma data e o mesmo Jornal. Poderia tratar-se de um lapso por parte do Francisco Costa? (jornal de 12 de Agosto de 72)

Após saturadas investigações conseguimos obtê-lo, e para espanto nosso, não eram apenas aqueles os dados errados mas também, o próprio nome do espeleólogo – não era Augusto mas sim Alexandre. Poderíamos pensar que houve uma dissimulação da parte do Francisco Costa – os outros apenas repetem o erro – numa tentativa de evitar o acesso a esse magnifico artigo, todavia, não cremos que o Francisco Costa o tivesse feito com essa intenção.

Esta galeria no centro da Vila, dava aos defensores do Paço uma saída ou uma entrada oculta, que deve ter caído em desuso quando as casas entregues aos Templários se tornaram independentes dos mea palacia fortificados – segundo Francisco Costa. Como poderão verificar mais adiante ficavam as casas Templárias na proximidade do Palácio Real. (o Paço)

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Na senda das investigações do Alexandre Morgado descobrimos um outro artigo que aborda uma outra passagem subterrânea no Castelo dos Mouros de Sintra, que talvez comprove a lenda que invoca a existência de um túnel que partiria do Castelo e percorreria toda a serra em direcção à Vila Velha ou eventualmente a Rio de Mouro que dista alguns quilómetros de Sintra.

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O artigo sobre o Castelo

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Excertos da obra: Investigação ao castello situado na
Serra de Cintra - Abade Castro e Sousa - Ano de1843

Mais recentemente, nas proximidades do espaço do “Café da Avó”, novos subterrâneos foram descobertos, penetrando serra adentro, possivelmente também obra dos Templários ou dos Mouros, conforme notícia dada à estampa pelo Jornal A Capital. Teria esta entrada, sido descoberta por detrás de uma velha porta de uma dispensa.

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Sobre este último túnel existe a ideia de que a sua entrada foi obstruída ou mesmo destruída em virtude das obras que o edifício tem vindo a sofrer nos últimos anos, todavia, e não querendo atrair visitas indesejáveis ao local – é propriedade privada – deixamos aqui registo do seu interior.

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A porta da dispensa actualmente
murada e interior

2. Os Bens Templários em Sintra

Neste trabalho consultámos várias fontes, umas mais factuais, outras menos, mas que não deixam de ser para nós fontes seguras no objectivo último de comprovar a presença dos Templários em Sintra e resolver alguns dos seus mistérios associados à Serra que desde tempos imemoriais tem sido designada por “ Mons Lunae” ou Monte da Lua , mais precisamente os “túneis” que a perfuram, dando-lhe a semelhança de um “ queijo suíço” . Mas mais importante que todas as fontes consultadas foi a nossa presença e investigação “ in loco” nos locais associados á presença Templária em Sintra, associando laivos de inspiração e saudade proporcionados por esta Ordem que ainda hoje mexe com muita gente , em particular com os autores deste artigo.

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Cruzes Templárias em Sintra

Falando então da presença Templária em Sintra e consultando Francisco Costa no seu “ O Paço Real de Sintra “ verificamos que a fonte mais cabal atestando que a Ordem dos Templários esteve em Sintra é a Carta de Doação (1152) de D. Afonso Henriques e sua mulher, a rainha D. Mafalda, a Gualdim Pais, Mestre Geral da Província Portucalense do Templo, de «Damus tibi prefatas domus: damos-te as sobreditas casas, com as suas herdades cultivadas e incultas, para que as tenhas e possuas em todos os dias da tua vida». (a carta traduzida)

Prefatas domus quer dizer “casas já feitas” e “boas casas”. Aqui, “casas” no sentido de espaço imóvel, tanto podendo ser habitação como terreno culto, bom para semeadura e colheita. Há 3 cópias desta Carta de Doação no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Livro de Mestrados, fl. 66, e Ordem de Cristo, cod. N.º 233, fl. CXXXIII, e cod. N.º 235, fl. 68 v), estando todas datadas da era de 1190, correspondente a 1152 d.C.. Viterbo que viu o original em Tomar, também lhe atribui essa data. (Elucidário, ver Cruz), contudo existe quem afirme que a doação deve ter outorgada cinco anos mais tarde.

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Elucidário - Selo da Carta de Doação

O Visconde de Juromenha na  sua Cintra Pinturesca (Lisboa, 1838), na página 208 (Casas em Cintra. Doação á Ordem do Templo.) associa na forma de tradução prefa(c)tas domus por “paços já feitos”, o que tem levantado alguma polémica relativamente à data de construção daqueles, devendo-se talvez ler como “casas já doadas”, ou seja, já teriam as casas sido doadas antes da assinatura da doação escrita.

Quanto à doação dos mesmos a D. Gualdim por todos os dias da sua vida, quer dizer: doação perpétua à Ordem do Templo, na pessoa do seu Mestre Geral da Província, enquanto a mesmo existir. Tanto assim é que não foi Gualdim Pais a dispor individualmente dessas casas mas o colectivo dos cavaleiros Templários (in Fr. Joaquim de Santa Rosa de Viterbo (1744-1822), Elucidário das palavras, termos e frases que em Portugal antigamente se usaram. Lisboa, 1865, 1 vol.).

Um outro documento é o da Inquirição aos bens das Ordens e Mosteiros do Termo de Lisboa, que se procedeu no final do reinado de D. Afonso II (1220), ou já em pleno reinado de D. Afonso III (1258), pois que o documento (A.N.T.T., gaveta 1, m.º 2, n.º 18) não tem data. Diz sobre os bens dos Templários em Sintra: «em primeiro lugar umas boas casas na vila (in primis in villa unas bonas casas)», e além delas umas tendas, duas vinhas, uma almoinha, um moinho de água, um pomar no sítio de Almoster (sic) (onde se insere hoje a Quinta da Regaleira) e ainda vários casais no litoral sintrense.

Todos esses bens constituíam a «baylia» da Ordem do Templo em Sintra. Portanto, em Sintra a Ordem não teve Preceptoria (Priorado) mas bailio (Comenda), com jurisdição sobre várias Granjas ou Fazendas suas dispersas pelo território em volta da vila, ou seja, no almosquer, que quer dizer precisamente, em árabe, “arrabalde”.

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Um Cavaleiro em Sintra

(continua)

COMENTÁRIOS NO FORUM
TÓPICO "TEMP(L)O DE T(H)OMAR OUTRAS PARAGENS"

7/30/2010

ALQUIMIA POÉTICA

Autor da poesia: João Amendoeira

“Desde cedo se apaixonou pelos poetas, e pelo prazer de brincar com as palavras, brincadeiras estas que mais tarde, através de outros, fizeram descobrir em si o poeta que já existia. O poeta, não surge, não se faz, nasce já com o corpo, e João Amendoeira já nasceu poeta.”

Autor de obra já publicada e já nosso conhecido, foi lhe lançado o desafio de compor algumas poesias para o circuito dos 5 elementos, o qual aceitou com muito agrado. Não só nos surpreendeu com a alquimia das palavras mas também com algumas das suas intervenções relativamente à história mítica e poética de Tomar. Um muito obrigado da parte do blog pela autorização da publicação que agora fazemos.

TOMAR
Tomar é bela
bela em todo seu esplendor
se fosse donzela
cairia, por ela, de amor.
Não seria eu poeta
se não fosses tu cidade
e tu de mim, poeta, mais completa
somos, juntos, seres de felicidade.
Tomar é bela,
olha para ela
meu sonho, tua água, teu céu,
meu sol, teu corpo, teu véu.
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SANTA MARIA 
DOS OLIVAIS
Santa Maria das Oliveiras
lugar de tanta fé e fados,
ruas, charruas e vidas inteiras,
a esperança dos pobres e apaixonados.
Santa Maria dos Olivais,
coração da terra, voz do mistério
de tantos cavaleiros imortais
e da cruz que fez o império.
Santa Maria, Santa Maria
quem fez de ti o peito
que alimenta a noite e o dia
da alquimia e dos amigos de teu leito.

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CONVENTO DE 
SANTA IRIA
Convento de Santa Iria
casa de cavaleiros e água pura
segredas aquela história
que hoje perdura
em coração, a caveira, a pena
e a gravidez de Madalena.

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ALQUIMIA DOS INFANTES
(Igreja S.João Baptista)
É na alquimia do templo
que os Infantes se iluminam
místicos dão luz ao tempo
traçado pela Ordem, eles caminham,
buscam o que o vento consinta,
o que jaz, o fogo rompe
e em paz, a água sinta
furando a terra, do rio, até ao monte.
Sete montes, sete letras do amor
não fosse a palavra “saudade”
nossa, tão nossa de alma e sabor
tão quanto os filhos do pintor,
que na Igreja João Baptista
ousam a história do seu senhor,
a cabeça, o fogo, a ponte do artista,
para a imortal fonte dos Infantes do amor.

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NOSSA SENHORA 
DA CONCEIÇÃO
Oh vento que surges no alto
embalas a padroeira Conceição
lá no cimo do asfalto
dos marinheiros da tua nação.
Oh vento dos alquimistas
olhar templar
guarda teus segredos e artistas
de quem os quiser desafiar.
Oh nobre Conceição,
engrandece o nosso coração.

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ANOITECEU, HERMES 
E TESEU
Anoiteceu
não percebi de tal
tudo escureceu
o beijo desigual
o pássaro que voou
o luar que se aclamou
anoiteceu
as estrelas iluminaram
Tomar boieira iluminada
os olhares de Hermes acordaram
perante a Janela adorada
anoiteceu amada
os templários caminham
pela estrada de Teseu
eles heróis caminham
eles caminham eles caminham
anoiteceu anoiteceu
e nenhuma memória se perdeu.

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CASTELO DE TOMAR
Castelo
de minha cidade,
quanto és belo
de tão vasta idade,
Ver-te
é sentir quantos te viram
ler-te
é viver as espadas que te acudiram,
admirar-te
é respirar o céu que outros sentiram
em nossas mãos,
tua firmeza,
teus irmãos,
teu brilho, tua glória, tua destreza,
amante da história.
Castelo
da minha cidade
quanto és belo
longe de ti, minha saudade.

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João Amendoeira ©
http://www.joaoamendoeira.com/

7/12/2010

CRÓNICA DO 12º ENCONTRO

Thomar sob o Signo de Hermes
Circuito dos 5 Elementos


Diversas são as leituras possíveis dos estilos arquitectónicos que se conhecem nos monumentos de Tomar. Os quinhentos anos de construção, quase ininterrupta, possibilitam as mais diversas incursões pelo espírito que presidiu cada momento que esta cidade viveu ao longo da História de Portugal. E se muitos outros locais da Europa têm permitido múltiplas interpretações e até por vezes romanceadas, Tomar não é menos imbuída dessas possibilidades simbólicas e rocambolescas.


Desta feita, o blogue http://blog.thomar.org dos Cavaleiros Guardiães de Santa Maria do Olival, promoveu, no fim-de-semana passado, mais uma visita cultural pela cidade subordinada ao tema: “Thomar sob o signo de Hermes – Circuito dos 5 Elementos”.

Muitos foram os que participaram nesta visita guiada por João Fiandeiro – presidente da APTC – conhecedor da mais íntima história do património, que ao longo dos cinco monumentos visitados, foi acompanhado por um misterioso Alquimista, encarnado por João Patrício, que eloquentemente leu a poesia de João Amendoeira – um poeta de Tomar com obra publicada - escrita de acordo com a tónica que se deu a cada monumento.

Se a Igreja de Santa Maria do Olival, outrora quase soterrada, se relaciona de forma natural com o elemento Terra, Santa Iria, com a sua cisterna é água, São João Baptista, santo das fogueiras, é fogo, Nossa Senhora da Conceição, como que a pairar sobre a cidade e construída para última morada do D. João III antes de “ascender aos céus”, é ar, e por fim, a Charola, o quinto elemento por excelência, que na sua forma circular perfeita, gere todo o quadrado constituído pelos outros quatro elementos, através dos quais se caminhou até chegar ao pórtico do Convento, onde se esconde o cúpido dissimulado que talvez esconda em si próprio o segredo do quinto, o amor.


Ninguém saiu do encontro a julgar Tomar uma cidade alquímica, nem crentes de misteriosos e insólitos alquimistas escondidos na arquitectura Tomarense, e se não aprenderam a fabricar a pedra filosofal que as obras medievais invocam, aprenderam que a História de Tomar é essa quinta essência aristotélica que permitiu viver a alquimia da poesia e do encontro com o património.

O jantar de confraternização permitiu aos mais interessados no tema, conviver com Walter Grosse, autor do livro “Fulcanelli, un secret violé”, o qual terá em tempos estudado a obra arquitectónica de João de Castilho e Boitaca sob essa perspectiva.

Usando as palavras de João Patrício, o alquimista, “são estes eventos que permitem descobrir o elixir da longa vida que os alquimistas procuravam, da longa vida para os monumentos que conseguiram chegar até aos dias de hoje”.
 

Thomar sob o Signo de Hermes
Circuito dos 5 Elementos
Passeio Cultural a 5 Monumentos
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7/03/2010

REVIVER É REAVER

Reviver o Cerco de 1190
Texto da autoria da Cultural Templ'Anima

“Reviver é Reaver – Cerco de 1190 ao Castelo Templário” é a actividade à qual o nosso BLOG e o CETHOMAR aderem e convidam todos a participar. Não se trata do cartaz oficial, visto estar a Câmara responsável por esse, mas o cartaz que com a autorização devida da entidade organizadora – Templ'Anima cultural – nos propomos a divulgar a actividade.



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No decurso das comemorações dos 850 anos da fundação templária do burgo , pelo mestre Gualdim Pais e seus homens , a Associação Cultural Templ’Anima, propôe-se evocar no mês de julho um acontecimento exemplar ocorrido neste castelo : o cerco feito pelo exército do Almansor em julho de 1190 e desfeito pelo grande mestre Gualdim “ a quem Deus salvou com seus freires” das mãos dos inimigos...segundo memorial escrito nas paredes deste castelo...Foi há 820 anos....

“A conservação/ valorização da Porta da Almedina e seus acessos. Passa pela sensibilização da comunidade ..para . conhecer a sua história...reatar a ligação afectiva... Porta de entrada no burgo interior, desde o “arrabalde ”. Também conhecida por “Porta do Sangue” por aí ter sido sustida a investida muçulmana no ataque de 1190, ocorrendo grande mortandade.

...Parque Florestal e Jardim de talhões geométricos, históricamente parte integrante do conjunto monumental .do convento .. cujo destino está ligado à conservação do conjunto e da cidade(seu vero pulmão)!... Onde existe um património natural e construído pelos freires : Charolinha com cúpula, (de João de Castilho)no meio de um tanque circular,;Cadeira d’El-rei reservatorio de rega e Mãe de Agua (distribuidora), uma passagem secreta subterrãnea, parte do aqueduto do Convento . e até um lagar (de azeite) ...

Com a degradação do pequeno bosque ajardinado ...desmoronam-se os templos e com eles ...a divina poesia.... d’A Lusitânia Transformada obra simbólica qunhentista.. ... de imaginário messiânico ... que nos fala da mata como espaço ....lúdico / contemplativo , escrita por Fernão Álvares do Oriente (1540 –.1600), cavaleiro da casa de D.Sebastião....e sobrevivente de Alcacer-Quibir....

.. Floresta oculta e aprazível... junto à ribeira do Nabão, deleitoso vergel émulo do Paraíso. Bosque sagrado.de carvalhos .. pequena floresta do Sangral. tradicionalmente associado aos ritos iniciáticos da Armia Cavalaria ... ...Também harmonioso santuário de Diana onde habitam fermosas Ninfas (das Hespérides)...abraçando vida de perfeição..e .pastoreando rebanhos de carneiros, enquanto debatem filosóficamente o tempo: propicio, exaltam o Amor e festejam o S.João Percursor do advento ou retorno da idade de Ouro !

Parafraseando o livro .. “vamo-nos pois por este vale frio (Riba Fria) ,ver nossa deusa (a Mata de Diana) ... e passando pela ribeira... ver aos do Erimanto” (Monte do javali) –ou seja o castelo onde deram caça à fera e gritando toma-lo, toma-lo...deram o nome á cidade...(isto segundo contaram as testemunhas dionisinas)...

Na subida pela Mata : Visita do ultimo Carvalho Templario (com cerca de 700 anos) e da Cruz da Rosa inscrita pelos templarios sobre a porta da Almedina


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Informações
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Organizado por Templ’Anima - Associação Cultural e Câmara Municipal de Tomar

6/18/2010

A SAGA DE SÃO CRISTÓVÃO - PARTE IV

Uma estátua de fazer perder a cabeça
CET – Centro de Estudos de Thomar
Do Círculo: “(C)ristóvão (E)m (T)omar”
Deve este post ser lido como continuação do post "São Cristóvão da Ponte (parte III)". Anunciámos que iríamos publicar um post a propósito de uma descoberta feita pelo Voltron após ter lido o post citado, todavia não é este ainda. A constituição do Círculo em causa teve como objectivo a publicão de dois posts. Este é o primeiro. 

“De facto é estranho que essa estátua seja de São Cristóvão. Corri milhares de páginas à procura de informação e encontrei uma descrição como sendo um soldado romano, o que parece corroborar o meu sentimento quanto à origem dessa figura”                                 Leon

Surpreendentemente não tem sido apenas a pintura mural da Charola a fazer correr muita tinta, ou no caso da Leon, a correr por entre milhares de páginas na tentativa de entender a estátua apontada como sendo a de “São Cristóvão da Ponte Velha” ou de “D. Manuel”. “Da Ponte” será, e disso já não nos restam dúvidas, todavia de uma outra. Quanto a ser São Cristóvão, parece haver algum tipo de equívoco que já vem de longa data.

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Estátua do Claustro da Lavagem

O alerta foi dado pela Leon que se lembrou de ir consultar os trabalhos da Salette da Ponte, visto esta ser uma das referências na arqueologia Tomarense, poderia fornecer-nos algum tipo de descrição ou informação quanto à estátua que está no Claustro da Lavagem, do lado direito de quem entra pela porta de acesso virada para a Almedina. Confirma-se, e mesmo sem saber se a descrição é da Salette, passamos a citar a legenda da fotografia da estátua.

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E São Cristóvão? Nenhuma palavra quanto a isso. Adensa-se o mistério, até porque inequivocamente é identificada como sendo de uma época anterior à da própria Lenda de São Cristóvão. Mais, foi encontrada algures junto à muralha Sebástica.

A ideia não seria que tendo estado ela na ponte a partir no tempo de D. João V se tinha entretanto retirado por incapacidade de se aguentar nas pernas? Como terá então ido parar tão longe do sítio onde conviveu com o povo Tomarense? E que local é este a que chamam Sebástico?

Após esta constatação a Leon ligou-me e noticiou-me as boas novas. Seriam-no mesmo? Sim, mas foram a causa de andarmos de cabeça perdida nos dias que se seguiram.

Começa então aqui, a história que nos foi possível recolher junto aos meios a que tivemos acesso. História esta, que ainda carece de algumas respostas mas que julgamos vir esclarecer parte da biografia do homem sem cabeça.

Comecemos então por dar conhecimento acerca da localização da designada muralha Sebástica que, como o nome indica, foi construída na época que antecedeu a batalha de Alcácer Quibir.

A Estrada Velha, conhecida como Coimbrã ou Santarena, e que estabelecia uma das ligações de Santarém a Penela, passava pelo local onde hoje é São Lourenço, começando aí a “costear” o Monte do Piolhinho (termo de Tomar), baixando então ao nível da Ponte das Ferrarias. Na época tinha esta zona uma cota muito inferior à que hoje conhecemos, estando portanto, sujeita a constantes e repetidas inundações do Nabão, o que a tornava intransitável no Inverno. Existia porém, um desvio susceptível de ser usado em alternativa, mas era penoso e até perigoso.

A muralha era assim uma necessidade premente a fim de resolver os incómodos causados pelas cheias inerentes à época da chuva. Mandou-se assim, na época do reinado do jovem Rei, construir uma forte muralha na margem do rio, que contivesse o rio e servisse de amparo ao aterro de sustentação às terras que permitiram nivelar a estrada. Ainda hoje é possível ver essa muralha cumprindo as funções para que foi construída, assim como o padrão que se elevou para comemorar essa grandiosa obra de aterro, o Padrão Sebástico.

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Padrão de D. Sebastião

Tivemos a oportunidade de referir que a estátua se relacionaria, de facto, com uma ponte, mas não dissemos eventualmente com que ponte. Debrucemo-nos então um pouco sobre essa outra ponte: a das Ferrarias.

Pelo que nos foi dado a conhecer, terá sido descoberta em época relativamente recente pelo ilustre João Maria de Sousa, que a ela se refere nas suas divagações literárias.

Não se lhe conhece a origem, talvez romana, nem até que época terá cumprido com a sua função, mas certo, é ter servido de açude – tal como actualmente – pelo menos desde o século XVI, altura em que, aproveitando um pequeno rápido onde, junto ao Monte do Piolhinho, ao fundo da Várzea Grande, existe um estrangulamento do rio e se fez uma fábrica de armas a mando de D. Manuel I. Pouco se conhece da sua tipologia, a não ser uma levada aberta a meio da ponte.

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Ponte das Ferrarias em Tomar perto do
Padrão de D. Sebastião
Prospecção no local

Encontrava-se precisamente na sua proximidade, a estátua que hoje vemos no Claustro Da Lavagem. Diz-nos a Carta Arqueológica do Concelho “que ali perto se encontrava em 1903, a estátua conhecida por S. Cristóvão. Ainda em 1927 Vieira Guimarães ali a viu. Actualmente, encontra-se no claustro da lavagem do Convento de Cristo”.

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Estátua do Claustro da Lavagem junto
à muralha Sebástica em Tomar

Acontece porém que, em 1903 – data em que J. M. Sousa noticia o facto – o mesmo não refere, tratar-se aquela estátua da representação de São Cristóvão, e de igual modo, também Vieira Guimarães, que talvez seja o único, ou o que mais cedo dá notícias da estátua do Santo na Ponte Velha ou de D. Manuel, não se refere à estátua que está no Claustro da Lavagem como sendo a de São Cristóvão ou que tivesse estado na ponte da cidade. Sabiam ambos – até porque a conheceram junto às Ferrarias – ser aquela estátua de origem incerta e duvidosa, mas nunca como a que esteve na ponte junto a Santa Iria.

É certo que não encontramos muitos escritos que afirmem ser esta estátua a do São Cristóvão que estava na Ponte Velha da cidade, mas é comummente assente – pelo menos entre as diversas pessoas com quem contactámos – ser aquela estátua a do famoso santo de pernas gastas e que se encontrava “voltado a sul. Logo à entrada, vindo do Além Ponte”. Esta citação do Amorim Rosa, apesar de dar notícias do Santo da ponte, não chega a identificar que estátua era essa – se a do convento ou não – e remete-nos imediatamente para J. M. Sousa e Vieira Guimarães que terão sido, sem dúvida, as suas fontes de informação.

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Ponte D. Manuel I (Velha ou da Cidade)

Portanto, independentemente de ser esta confusão da nossa autoria e de mais uns quantos escritos que encontramos na internet – e não só – serve este post para definitivamente – se o for – entender mais um pouco da biografia do homem da muralha Sebástica, de cuja origem mais recuada acabamos por saber tão pouco, tal como quanto ao final dos dias do nosso Rei, que àquele local dá nome.

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El Rei D. Sebastião

Abordemos então as notícias que obtivemos do Vieira Guimarães e João Maria de Sousa, os quais são a fonte mais credível para entender esta saga que já vai no quarto capítulo e nos levou mesmo à criação de um círculo do nosso CET - Centro de Estudos de Thomar, curiosamente designado como (C)ristóvão (E)m (T)omar, do qual iremos ainda publicar mais um post deveras interessante a nosso ver.

O local referido serviu de palco ao encontro entre as tropas do Santo Condestável e D. João I em 10 de Agosto de 1385 – dia de São Lourenço – as quais devem ter usado a ponte das Ferrarias “para dar passagem aos peões e cavaleiros a vau, porque devia o rio ser vadeavel naquela época e ainda no principio do séc. XIX em certas épocas do ano”, no entendimento do J. M. Sousa .Segundo Vieira Guimarães, no séc. XIV ainda estava apta a dar passagem a crer na Crónica de El-Rei D. João I, facto que não conseguimos apurar em virtude do livro ser extenso e de leitura difícil.

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Note-se em plano de fundo, à direita, a ponte
por onde as tropas teriam passado
Painel de Azulejos na Capela de São Lourenço com representação
das tropas de D. João I e do Condestável

No “Portugal Antigo e Moderno”, diz Pinho Leal, ter havido naquele local uma fábrica de fundição de ferro – de armas como já referido – pertencente a Henrique de Quental, e portanto, haveria a possibilidade de ter sido este o mentor de tal ponte e da estátua dele próprio que, naquele tempo (sec. XIX) ainda lá se encontrava, embora já decapitada.

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Portugal Moderno e Antigo de Pinho Leal

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Antiga casa de Aires de Quental em Tomar

Discorda veementemente J. M. Sousa que assim seja, quer no que diz respeito à estátua ser do próprio, quer da construção da ponte servir a sua fábrica. Diz-nos antes que, eventualmente, Henrique de Quental pode tê-la restaurado, mas nunca construído, pois a seu ver a ponte seria bem anterior à nacionalidade Portuguesa. 

Diz-nos João Maria Sousa que “a estátua mutilada, que ainda hoje se vê, e que se diz ser de Henrique do Quental, não ocupou primitivamente o logar, onde agora se encontra. O leito do rio elevou-se, devido principalmente aos açudes que os frades nelle mandaram construir…”. “ Portanto, se Henrique do Quental mandou, não diremos construir, mas reparar aquella ponte para serventia da sua fábrica de fundição, foi muito antes da construção da muralha; é pois natural que a estátua estivesse em baixo na margem do rio à entrada da ponte e, quando fizeram aquella muralha, a removeram dali e collocaram sobre ella no lugar onde hoje está”

Por outro lado, se tivermos dúvidas relativamente ao pensamento do Vieira Guimarães quanto àquela estátua podemos dissipá-las através da leitura da seguinte passagem de sua autoria “…para o diferenciar do outro (padrão) que está colocado antes do topo sul da muralha (aqui levanta-se os restos de uma estátua que damos em gravura, mas cuja representação ignoramos) o qual …”. A foto que apresentamos é precisamente essa que ele nos deu a conhecer.

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E como tudo isto foi a propósito do São Cristóvão, vamos terminar com as palavras de Vieira Guimarães sobre a estátua que estaria, em tempo idos, na ponte D. Manuel I:“ Sem dúvida que no tempo em que isto se escrevia – referia-se a uma descrição sobre a ponte D. Manuel I -, principio do séc. XVIII, não existia neste sítio e no mesmo lado, um corpulento S. Cristóvão, o advogado das pontes, cuja estátua não chegámos a conhecer – conhecia a outra sem dúvida - mas que pessoas ainda hoje vivas em Thomar se lembram dela e duma crendice que lhe andava ligada: o pó raspado das suas pernas servia, depois de tomado, para a cura das maleitas ou para abrir o apetite. Naturalmente tanto rasparam que algum pé-de-vento o deitou abaixo e provavelmente para o lado do rio, estando no fundo do pego que é ainda dos nossos dias e que camadas sucessivas têm vindo a entulhar. No reinado de D. João V a estrada a que esta ponte dava passagem, foi concertada e as suas pontes restauradas, o que nos leva a crer este S. Cristóvão viesse dessa ocasião pelo que também nos é testemunhado por aquelas pessoas. A sua figura, já lendariamente conhecida, opulenta de formas e a sua flutuante roupagem muito nos faria lembrar as celebres estátuas do grande escultor e arquitecto Bernini que no século anterior, em Roma, tinha prodigalizado o seu infatigável talento em obras admiráveis, como a Santa Teresa…”

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Santa Teresa de Bernini

Portanto, podemos então concluir que no passado, a estátua que se encontra hoje no Claustro da Lavagem, não era tida como sendo a de São Cristóvão que outrora teria estado na Ponte Velha, visto qualquer um deles – Vieira, J. M. Sousa e Pinho Leal – terem conhecido essa estátua junto à Ponte das Ferrarias. Contudo, pode pensar-se que a estátua de São Cristóvão teria sido deslocada em época anterior, para esta sua nova localização, no entanto, parece-nos pouco credível que assim fosse até porque Vieira Guimarães terá tido contacto com Tomarenses que ainda a recordavam. Sendo assim, e caso a estátua fosse a mesma, teria decerto sido esta, da muralha Sebástica, identificada como tal.

De facto, a estátua apresenta dois aspectos que, curiosamente, podem inspirar-nos a pensar tratar-se de São Cristóvão; são eles, os pés inacabados - que podem levar a pensar ter sido intencional na perspectiva de o representar como tendo os pés dentro de água - e a “mutilação” no ombro - que poderia ser o apoio ou sustento de uma outra parte, justamente o menino Jesus. Todavia, os factos apresentados ao longo deste ensaio e as vestes atípicas – de Romano e não de S. Cristóvão Latino – talvez nos levem a concluir que o São Cristóvão se perdeu para sempre não tendo deixado rasto. Quem sabe se não estará à espera de ser descoberto por debaixo das areias do rio Nabão, a fazer fé no que nos conta Vieira Guimarães.

“Quase que sinto a presença da estátua aqui no seu local original. Isto é lindo. Sou da opinião que não devíamos publicar foto para não perturbar o “Génio” do Local”.  Assim seja.                                                   Voltron

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Os Cinco


ADENDA
São diversas as informações que excluímos mas incluí-se, em nota de rodapé, alguma dessa informação considerada de interesse para quem queira estudar com maior profundidade o tema:

- A Ponte das Ferrarias pode ter sido conhecida como “Dorso de Burro”, alem de “Olarias” como já referido, depreendo-se essa designação em virtude da sua forma. Decerto teria dois arcos de grande flecha e um (ou dois) pequenos arcos, como podem ter verificado nas fotos apresentadas.

- Num Auto de Diligência de 1530 que procura apurar a navegabilidade do Rio de Tomar, encontramos referências à ponte, sem contudo ser referida a estátua. Podemos nesse documento constatar que, já naquele tempo, a ponte estava em ruínas, visto não selhe dirigirem como ponte mas sim como açude. (podemos fornecer o documento integral por e-mail).

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Um agradecimento especial à Amarna pela revisão final do texto e a quem de uma forma ou outra nos esclareceram algumas dúvidas.

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CET – Círculo “Cristóvão Em Tomar”
C:Voltron,
E: Degraconis, Leon, Cluny

5/24/2010

CETHOMAR – CÍRCULO DE ESTUDOS DE THOMAR

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CETHOMAR – CÍRCULO DE ESTUDOS DE THOMAR
MANIFESTO DE UMA IDEIA

Thomar tem sido fonte de inspiração para todos os que têm participado nos eventos trimestrais ou que tem acompanhado os trabalhos que vêm sendo publicados no blog. Desta feita, chegou a hora de dar corpo ao manifesto que alguns participantes têm vindo a reclamar: Ora et Labora.
Surge assim a ideia de criar um núcleo de estudos que designaremos por CETHOMAR – Círculo de Estudos de Thomar, no seio do qual pretendemos incentivar o desenvolvimento de trabalhos relacionados com toda a temática Templária e patrimonial que com ela se relacione de alguma forma, a qual é sobejamente conhecida como bastante diversa.
No actual grupo, se assim o pudermos designar, os participantes são oriundos das mais diversas mas convergentes formações, podendo assim contribuir para a realização da grande obra que se pretendeu com a criação do blog dos Cavaleiros Guardiães de Santa Maria do Olival. Proteger, promover, valorizar e estudar é a causa que deve unir todos os que têm participado nos eventos.
O CETHOMAR tem como objectivo a criação de Círculos de Estudo no seio dos quais, irão criar-se condições privilegiadas para o desenvolvimento de actividades específicas. Qualquer pessoa, participantes nos eventos ou não, poderá ingressar nesses círculos bastando simplesmente que demonstre vontade de colaborar, ou até simplesmente propor a criação de outros.
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Algumas das Estruturas de Apoio 

BIBLIOTECA VIRTUAL
Um vasto acervo de obras digitalizadas que irá ser um potente instrumento de pesquisa para todos os que queiram desenvolver trabalhos sobre as temáticas em questão. Entre as várias centenas de obras digitalizadas encontram-se obras fundamentais, como seja os Anais da UAMOC (digitalizados por artigos), Anais do Município de Tomar (digitalizado por anos), Tratado das Significações das Plantas (pdf), A Ordem de Cristo de Vieira de Guimarães (digitalizado) e mais um conjunto de obras incontornáveis. Trata-se pois de uma biblioteca especializada para a qual já se desenvolveu uma aplicação informática à medida.
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ASPECTOS DESCONHECIDOS DA CHAROLA

Autoria: Voltron
Introdução: Degraconis

Qualquer post publicado no blog pretende ser um registo aberto para a posteridade, uma história sem fim, e para o qual esperamos sempre novos desenvolvimentos. Assim foi com post “São Cristóvão – Uma história com pés e cabeça”, publicado ainda há pouco tempo.

Tendo tal tema, chamado a atenção do Voltron, que se devotou ao estudo do tema abordado, pasme-se, eis que se descobre algo mais. Algo de que, eu próprio, nunca tinha ouvido falar; não obstante, o facto de não ser de meu conhecimento e de não se encontrar publicado, não implica necessariamente, ser desconhecido.

Contudo, infelizmente, as poucas publicações que vêm a luz do dia não permitem que os investigadores possam partir de alicerces já traçados; pelo contrário, obriga-os a partir do ponto zero. Desta perspectiva não podemos então deixar de fazer o registo da descoberta para que outros a possam apreciar e vaticinar sobre a sua importância.

Esperávamos este sábado publicar o post elaborado pelo Voltron com uma introdução minha, mas devido a constantes desenvolvimentos nesta pesquisa, somos obrigados a adiar a sua divulgação, para que não se deixe de dar conhecimento integral do que se tem vindo a descobrir.

Irá este post abordar novamente São Cristóvão, em seus aspectos desconhecidos – isto num contexto Tomarense – e divulgar uma nova teoria relacionada com a origem do nome de Tomar e muito mais. Será apresentado num novo formato, inovador e original.
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4/20/2010

LÁPIDE DE GUALDIM PAIS

O desenterrar do passado
Autoria: Semrosto
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...a campa e respectivo epitáfio...

No seguimento do anterior post, onde se aborda a descoberta da lápide de D. Gualdim Pais, e a pedido do Degraconis, recolhi a informação que venho agora disponibilizar-vos através de um post, o meu primeiro sozinho por sinal. Andava a preparar-me para um outro post sobre uma insólita imagem de Tomar com que deparei-me mas o destino obrigou a minha participação começar pelo Gualdim Pais.

No jornal regional A Verdade de 1895 – ano com múltiplos acontecimentos de bastante interesse – e no mesmo dia em que é dada à estampa a carta de Vieira Guimarães que apela para que se edifique um monumento em memória do fundador da cidade, surge na última página uma notícia de última hora: Descoberta da Lápide de Gualdim Pais.

Remete esse pequeno artigo de última hora para a edição seguinte, na qual então iriam dar conhecimento da importante descoberta. É esta a notícia que publico na integra com muito agrado e que espero que seja legível visto não estarmos com tempo para a colocar em texto. Porém esperamos nos próximos tempos transcrever o texto para uma forma de mais fácil leitura. Caso alguém o faça entretanto agradecemos que nos envie para publicação imediata, e para esse efeito podemos mesmo mandar o jornal.

Antes de deixar-vos na paz do senhor para lerem a notícia, sublinho que a lápide não foi a única descoberta desse mês, e poderão dar conta de uma outra que se encontra no fim do texto e para a qual o Degraconis alerta visto a lápide ser já bem conhecida e a outra ser apenas do conhecimento de alguns. Encontra-se no pórtico e infelizmente não temos foto que permita ver nitidamente o que irá ser descrito. Sabem porque foi descoberta a lápide? Temos resposta mas que não está no texto.
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(ver este texto no tópico)

Deixaremos no entanto aqui uma foto relativa à segunda descoberta que é descrita na parte final do texto. Diz-nos Vieira Guimarães que a data inscrita pode eventualmente ser coeva do tempo em que Gualdim Pais ainda era vivo. Esta incrição tem sido esquecida por todos e vista por poucos, apesar de estar à frente de toda a gente que visita a igreja.

"Na porta principal em duas pedras vêem-se algumas letras, indicando que grande inscrição alli tivesse existido. Do que resta mais nitido só ha a palavra Era e mais 2XIII que parece indicar o ano da fundação daquele templo. (...) somos levados a crer que será a de 1213, nos quais tirando os 38 anos de avanço da Era de César teremos o ano 1175, ano em que o Gualdim ainda era vivo."

No meu próximo post, ainda antes da publicação da insólita foto de Tomar antigo, irei tentar transcrever a carta do Vieira Guimarães que culminou na edificação da estátua que tentei proteger com o Voltron à duas semana.

COMENTARIOS NO TÓPICO "DO TEMPLO DE SANTA MARIA" DO FORUM

(pag 7)