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12/22/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE VIII

OS DEMÓNIOS DO CONVENTO DE CRISTO
Os mundos subterrâneos


(imagem recolhida pela Marta Marques Lopes durante o Seminário)

A escolha de Santa Bárbara como orago dessa Capela, que veio a substituir o local da forca, após a permanência de uma imagem do Cristo Crucificado na mesma durante alguns anos, não deve ter sido destituída de intenção. Santa Bárbara, pelas vicissitudes da sua biografia e taumaturgia, é a Santa das Trovoadas, “salve-nos Santa Bárbara dos Trovões”, devendo-se a essa atribuição, a sua colocação a encimar colinas situadas perto de povoados, num sentido profiláctico e de protecção. A força tenebrosa das tempestades e consequentes trovoadas, à qual está sujeita, tornam-na por essa via, numa poderosa Santa, capaz de enfrentar terríveis e demoníacas tempestades.

O local da forca, obviamente seria encarado, numa visão medieval, como um local “infestado” de espíritos malfadados e temíveis, tal como a Golgota onde Cristo foi “Cruzado”, local onde se teriam consumado mortes violentas de malfeitores. Santa Bárbara, além de os proteger das nefastas e sobrenaturais trovadas, apresenta todas as características necessárias para aplacar e dominar os maus espíritos do lugar, tal como São Miguel, visto a trovoada enquanto força destruidora e caótica, seja considerada também como expressão demoníaca. O facto de ser “advogada” das mortes repentinas é de considerar na ideia enunciada.

A acção de Santa Bárbara consistirá em deslocar os efeitos de um agente destruidor, a trovoada, para o monte: o monte maninho, a barreira, longe, mar a marinho, lugares estéreis onde só a Serpente (figura do demónio) amamenta os filhos com água do trovão (leite da maldição).

Talvez seja em virtude destas ideias, que o Claustro de Santa Bárbara no Convento de Cristo, apresente a maior concentração de Baphométicas criaturas esculpidas. Santa Bárbara domina-as, como que aprisioná-las no espaço claustral, que só por si, muito fechado sobre si próprio e rebaixado, é propício a encarcerar estranhas forças sobrenaturais. Não existe uma oração a Santa Bárbara: Bênção de exorcismo? Sobrepõe-se a Janela do Capítulo a este espaço, como se das profundezas da terra emergisse a salvação do Mundo, mensagem críptica que a Árvore da Vida encerra, todavia numa leitura anacrónica, é o claustro posterior à Janela.

Claustro de Santa Bárbara abaixo da janela do Capítulo

 Algumas das imagens dos capitéis do Claustro de Santa Bárbara no Convento

Insólitas gárgulas

(Repara-se na imagem superior à direita – Esperamos publicar um post só dedicado a este tema)

Das profundezas também Santa Bárbara é “Rainha”, visto ser invocada como padroeira dos mineiros e de todos aqueles que trabalham com o fogo. A alquimia apropria-se desta para descrever algumas das suas práticas.

A adoração da Santa Bárbara por parte dos mineiros, ao ponto de a elegerem como Padroeira, poderá encontrar-se na sua história lendária. Para além de relações possíveis, que podem ser consideradas menores, do refúgio de Bárbara no interior da terra, quando perseguida pelo pai, parece fora de dúvida que o motivo essencial da adoração se encontre na súplica, feita pela Santa a Jesus, para que, quando em situações de morte iminente, todos os que implorassem a Deus, por seu intermédio, a Extrema Unção, a obtivessem, ficando absolvidos de todos os seus pecados. Tais situações de morte iminente tê-las-iam sempre os mineiros diante dos olhos quando no seu trabalho no subsolo.

Este também é o motivo pelo qual Santa Bárbara é também venerada, como Padroeira, por outras profissões (artilheiros, pirotécnicos, bombeiros, etc.); outras profissões, relacionáveis com a torre, tanto quanto à respectiva construção (cabouqueiros, pedreiros, arquitectos) como quanto à respectiva utilização como prisão (presidiários, se tal se pode considerar uma profissão, e guardas de prisão), têm igualmente a Santa como Padroeira. No mundo inteiro, Santa Bárbara mantém-se Padroeira dos mineiros.

Esta ideia leva-nos de imediato a pensar nos lendários túneis de Tomar, e curiosamente, um dos “pastores” deste Círculo de Estudos do Cethomar que se perdeu na mata junto à ruína, deparou-se com o que pareceu ser os rebordos de um antigo poço, mas que pelas vicissitudes do tempo a que esteve vinculado, não permitiu ao “pastor” ter certezas iniludíveis quanto a isso. Será uma das “Sete Fontes”?

Próximo Capítulo
UMA APARIÇÃO NA MATA DOS SETE MONTES
Dos Anjos a Santa Bárbara

12/20/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE VII

SANTA BÁRBARA DOS SETE MONTES
Tomar Lendário

Monte de Santa Bárbara (continua noutro capítulo)
Excerto do “Tomar Lendário” 1934

Apesar dos esforços que fizeram no sentido de recolher informação profícua, no âmbito da identificação destas ruínas com a dita capela, foi empresa infortuita, tanto quanto a confusão e incerteza que reina entre quem tenta dar notícias dessa desaparecida capela.

Sentiram-se tentados a validar tal identificação, em parte pelo envolvimento emocional que criaram com o espaço, mas também por alguns factos que inicialmente podiam apontar para a mesma conclusão.

“Vestígio de ruína: e, ninguém sabe ao certo, por mais que se revolva a história do passado, se foi uma capela erguida a Santa Bárbara” segundo Antónia Guerra em 1934, e continua, “Mal começava a dar, nas torres, meia noite…surgiam de repente uns vultos brancos, saltando por ali silvados e barrancos…juntavam-se por fim em grupos, com prazer, a discutir: depois sumiam-se..” e se não eram as egrégoras dos antigos freires cavaleiros que também de branco trajavam, e se não dos Pastores do Oriente, eram as bruxas!! Sim! Jamais alguém as viu…quem se abrigava ali, no emaranhado mato…”

Não se exclui a possibilidade de ser uma simples casa florestal que ficou esquecida no tempo, mas o facto de encontrar-se na cota mais elevada de uma das colinas mais elevadas que compõe os designados Sete Montes, excepção se faça às que suportam o Convento e Castelo, e a tipologia do edifício, susceptível de se enquadrar nas típicas capelas e capelinhas, apontam o contrário. O bom lajeado e o esforço construtivo levado a cabo neste espaço, escavado em boa parte na colina, parecem ser indiciadores de um uso mais refinado do que casa de abrigo de pastores ou de guardas florestais.

Não será inoportuno reforçar a ideia que possa advir do facto do outrora edifício ser lajeado. A escassez de descrições medievais das casas comuns e os sucessíveis restauros, não permitem ter uma ideia concreta e clara de como seriam as habitações do homem medieval, mas sabemos que no pavimento seria corrente a utilização de terra batida. Quando os recursos eram bastantes, podia-se conseguir um acréscimo de conforto, ladrilhando ou lajeando o chão, a exemplo do que sucedia nos templos e outros edifícios nobres, não obstante termos encontrado nas Visitações da Ordem de Cristo (ver Pedro Dias. Aspectos Artísticos nas Visitações) referências a pavimentos ladrilhados de tijolo ou lajes, em Tomar, mas referindo-se a habitações de pessoas com algum estatuto. Um dos quadros de Gregório Lopes em Tomar representa um pavimento dessa natureza. Do telhado poderíamos dar semelhantes notícias.

Apesar de parcos os factos conhecidos relativamente à antiga Capela de Santa Bárbara, podemos tentar esboçar uma cronologia da mesma e para isso utilizaremos os próprios documentos:



A incansável procura de documentos permitiu reunir mais alguma informação, além da citada: Após a Câmara ter retirado a forca do espaço onde depois se instalou a Capela de Santa Bárbara, foi ainda antes desta ser assim conhecida, construída uma pequena ermida (talvez seja a mesma) onde se instalou um Cristo Crucificado. Pouco mais sabemos do assunto do que o facto de que em 1699 já ser designada como Capela de Santa Bárbara. No início do século XX ainda essas ruínas eram visíveis.


Todavia, orientados pelo espírito que sempre nos tem impulsionado a trazer novas informações ou perspectivas diversas da história, impunha-se acrescentar mais detalhes ao que já tem sido escrito e constantemente repetido. Pelas informações que demos agora a conhecer, retiradas essencialmente dos “Anais Do Município de Tomar” e dos livros do Amorim Rosa, sabemos que o lugar da forca, e posteriormente a Capela de Santa Bárbara, estava instalada em terrenos do Convento de São Francisco.

Teríamos então que tentar a nossa sorte no livro que relata a história dos Franciscanos em Portugal, “Historia Seráfica da Ordem dos Frades Menores de S. Francisco na Província de Portugal…, obra rara que infelizmente só é consultável através de microfilme, o qual esteve indisponível por motivos de reparação da fita, sendo também um dos motivos que nos levou anunciar a publicação deste trabalho para 06 de Dezembro, dia de Santa Bárbara.




(o sublinhado é nosso)

Como poderão constatar a informação constante nos “Anais” e em Amorim Rosa é possivelmente retirada deste livro, sem todavia o terem transcrito, pelo que ficamos “de muitas alegrias” por a termos consultado e conseguirmos trazer ao vosso conhecimento mais uns detalhes que nos deixou encantados.

Informa-nos do local onde estiveram a forca e a capela, local de onde as “pessoas” podiam intrometer a “vista” no quotidiano dos Frades, pelo que concluímos que a ruína da qual temos vindo a escrever não será certamente o lugar de Santa Bárbara, visto esta não o permitir pela distancia a que está. Dá-nos também noticias sobre a devoção que o povo tinha à imagem do Cristo Crucificado, iluminando-o dia e noite para que fosse sempre “manifesto” aos olhos dos Tomarenses. Uma “carvalheira” de misteriosa imagem teria surgido junto ao local e em 1699 teria sido alvo da atenção de Frei Fernando da Soledade.


Próximo Capítulo
OS DEMÓNIOS DO CONVENTO DE CRISTO
Os mundos subterrâneos

12/18/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE VI

A 2ª INCURSÃO
A exploração

Fósseis do período jurássico, sepultamentos do período neolítico e fiança do século XVI não foram coisa que se encontrasse no local, tão-somente umas enxurradas de terra, que ao longo dos tempos têm encontrado encosto naquelas antiquíssimas ruínas. Limpo o local de alguma vegetação avulsa que impossibilitava o reconhecimento do espaço, fez-se um tosco levantamento visual do espaço e das suas medidas.
S
Esquiços da ruína por dois dos elementos do grupo feitos em Junho

O edifício é composto por dois espaços comunicantes, um interior e outro que parece ser aberto com alpendre, já destituído das colunas que o suportariam.
S
Apesar de não se ter revolvido as terras do interior dos espaços do edifício, conseguiram perceber que debaixo desse metro de terra, escondia-se um lajeado de boa pedra. Tanto o espaço interior como o exterior eram dotados de cobertura de telha vermelha, possível verificar pela existência de algumas que espreitavam por entre as terras nas quais se haviam afundado.
S
A entrada para o recinto exterior, através do qual se teria acesso ao compartimento interior, devia ser de acesso por meio de uma escadaria frontal, da qual já não subsistem vestígios. O declive à frente é muito acentuado pelo que é natural que essa escada tenha desaparecido colina abaixo.
S
Visto terem encontrado o que parece ser um caminho antigo, que confina com o lado esquerdo do edifício, leva-os a pensar que poderia existir mais que um caminho de acesso ao local. Caminho esse que não é possível percorrer senão uns poucos metros, visto estar demasiado arborizado por vegetação bravia.
S
Não são especialistas no tema, nem têm aspirações a tal, pelo que ficam aqui algumas fotos que podem ajudar-vos a ilustrar o descrito. Todavia está longe da percepção que se tem no próprio local, visto não existir ângulo suficiente para tirar fotos suficientemente elucidativas do complexo por inteiro.


Parte de cima da ruina
A porta para o segundo compartimento – O muro de suporte do recinto
 exterior e começo da escadaria
Voltron nas medições do local – Degraconis com uma telha recolhida nos escombros
O lageado do recinto exterior – Caminho lateral de acesso
Muro exterior e interior da ruína
A ruína está como que encastrada na colina

Visto de uma cota inferior. A escadaria, a existir, entroncaria
 nesta abertura do muro.
  
Não sendo estes “pastores” entendidos na matéria, mas dotados de uma vontade Gualdiana em “(re)descobrir Tomar”, procuram no concelho pelo paradeiro de construções semelhantes. Apesar de terem encontrado edifícios arruinados de construção aparentada, quanto aos materiais usados, não se conseguiu calcular de que data. Não esmorecendo nessa incansável tarefa, acabaram por identificar uma antiquíssima casa muito semelhante, quer na forma de aparelhagem da pedra, quer nos materiais usados, e este datado. Poderá o pardieiro encontrado ser do mesmo século?

Trata-se da Casa da Água nos Brazões que faz parte do sistema hidráulico do aqueduto dos Pegões, também designado por casa da Porta de Ferro, uma construção de 1610, com abóbada de berço e um engenhoso sistema de repartição das águas que actualmente está num estado miserável.
S
Mãe-d'água da Porta de Ferro, nos Brasões (Edifício de 1610)

Aqueduto de traça do aqueduto Felippo Terzi (1584), arquitecto-mor do reino.
O aqueduto estende-se ao longo de cerca de 6 quilómetros, sendo composto
por um total de 180 arcos de volta perfeita

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SANTA BÁRBARA DOS SETE MONTES
Tomar Lendário

12/12/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE V

CRUZ QUEBRADA
Uma Réplica da Cerca do Convento

Desengane-se aquele que pensar que isto é só “Mata”, é também muito estudo e dedicação. Quando pensamos que a investigação está concluída e pronta a publicar, costumamos entrar numa fase de maturação. Simplesmente a deixamos, passo a expressão, a “fermentar”, e não são poucas as vezes em que somos surpreendidos com novas pistas de investigação.

Com efeito, fomos surpreendidos com a notícia de que a Cerca do Convento em Tomar tem uma réplica em Cruz Quebrada, em Lisboa. Sem nos pudermos alongar no assunto, o artigo é extenso, deixamos aqui alguns apontamentos merecidos sobre o assunto.

Trata-se da Quinta de Santa Sofia, antiga propriedade dos Condes de Tomar, cujo Palacete é da autoria do Arquitecto José Luíz Monteiro, detentor de obra notável na região de Lisboa, autor de obras como a Estação do Rossio em Lisboa (1886) e o Chalet Biester em Sintra (1890), entre outras de referência arquitectónica. Foi o introdutor do Ferro Forjado em Portugal.

O Palacete de Santa Sofia

“Os magníficos jardins da Quinta de Santa Sofia, representam uma reprodução da cerca do Convento de Cristo (Tomar), que também foi propriedade dos Condes de Tomar, e complementam a beleza do Palacete em harmonia, realçando a sua arquitectura singular. A "cerca" mandada construir pelo 2º Conde de Tomar nos jardins do Palacete de Santa Sofia evoca assim a ligação histórica da sua família à cerca do Convento de Tomar. Dos terrenos originais ficou cerca de 1 hectare, onde se situa o Palacete, uma construção mais antiga e os jardins com árvores centenárias, onde se encontra a réplica da cerca do Convento de Cristo.”

O Palacete em estilo árabe atrás do muro

O Palacete e os Jardins atrás do Palacete – Ponte do Jamor do sec. XVII

Não somos fascinados por numerologias ou cabalas numéricas, muitas das quais forçadas, mas não deixa de ser curiosa, a presença do número 7 nas pesquisas que se fizeram ao redor deste local onde se insere a suposta “réplica” da Cerca Conventual da Mata dos Sete Montes (RTP), assim como a repetição do espírito bucólico presente na “Lusitânia Transformada”.

Se em Tomar os “pastores” são personagens de uma novela, não obstante ser possível as identificar na esfera real do quotidiano do autor, na zona do Vale do Jamor, no fim do qual se situa a Quinta em questão, em Cruz Quebrada, podemos encontrar uma linda Pastora, insólita toponímia de uma pequena povoação na margem direita do rio Jamor, Linda-a-Pastora, a qual pode muito bem conduzir-nos para antiquíssimos cultos relacionados com as religiões do período neolítico, se virmos que do outro lado do vale onde se situa esta povoação, podemos encontrar uma linda Velha, ou seja, Linda-a-Velha, possivelmente expressões ligadas a vestígios da Deusa Mãe pré-ariana, Deusa Tríplice, que se manifestava como “a Jovem”, “a Mãe” e “a Velha” ou “Anciã”, alegoria das fases da lua e do ciclo das sementeiras.

Antes de dedicar mais um parágrafo ao assunto anterior, há então que dar a conhecer a presença de mais um 7, os Sete "Montes" que rodeiam Cruz Quebrada, e glosando a obra do Padre Francisco da Silva Figueira de 1865, podemos dizer que “é monstruosa na maior parte, sendo as suas elevações principais a da serra de Carnaxide (1), cujo cimo se eleva a 150 metros do nível do mar, a da serra de Linda-a-Velha (2), 110 metros, a do Monte de Santa Catarina (3), 100 metros, a do Monte de Algés (4), 95 metros, a da serra dos Agodinhos (5), 90 metros, a da serra da Linda-a-Pastora (6), 90 metros, a dos Altos da Viagem(7), 80 metros, e a do Monte do Peito de Dama…”, desta última não chega a dar medição por não a ter em conta como tal, ou então, na esteira do Gabriel Pereira de Castro, que atribuiu a Lisboa sete colinas por forma a reconhecer-lhe origens sagradas, consolidá-la também como lugar consagrado, e que curiosamente também tem o seu rio de cinco letras como Lisboa (Jamor/Tagus). Todavia consideramos ser apenas uma coincidência feliz neste âmbito.

Ao passo que Fernão Álvares do Oriente “canta” a mata dos Sete Montes de Tomar, talvez único a fazê-lo e a dar-nos uma descrição do interior da Cerca, o Vale do Jamor e a Cruz Quebrada são enaltecidos pela “pena” de diversos escritores do período romântico, que chegaram mesmo arrendar casas de varaneio no local. Personagens como Cesário Verde, Tomás Ribeiro, Pinheiro Chagas, Bernardino Machado e Garret, este último, “chegando à ribeira do Jamor, parei exactamente no meio da sua ponte – a actual ponte construída em 1608 na Cruz Quebrada -, junto ao Palacete de Santa Sofia, porque a várzea que daí se estende, recurvando-se pela direita de Carnaxide e os montes que a abrigam em derredor, estava tudo de uma beleza verdadeiramente fascinante”

São também 7, os “moçoilos” que em Maio de 1822, no Vale Bucólico do J(amor)*, em perseguição de um coelho, descobriram uma gruta, cavidade dentro da rocha calcária, com muitos ossos humanos e um altar com uma imagem de Nossa Senhora com o manto muito desmaiado e “debruado de espiguilha de prata”. À aparição seguiram-se os milagres, criou-se um culto, estabeleceu-se uma romaria, e ficou o santuário erigido no sítio conhecido como Senhora da Rocha.


“(...) Um dos gaiatos, o mais pequeno, conseguiu entrar, e ao ver que se tratava de uma gruta, grande, chamou os outros. Uma vez entrados todos, viram no chão uma laje e quando conseguiram erguê-la, a muito custo, descobriram duas caveiras, ossos humanos (...)”

 
Santuário Nossa Senhora da Conceição da Rocha. Do lado direito pode-se ver a entrada para a gruta, acessível também  através do altar. Não temos autorização para publicar foto .

“Esse Templo que alveja sobre a rocha na margem do Jamor
Tem por baixo uma gruta escura e fria
Onde uns moços da aldeia, acaso, um dia,
Encontraram a Mãe do Salvador”
De Tomás Ribeiro

Para os conhecedores da gruta na Mata dos Sete Montes em Tomar, não existirá dificuldade em imaginar semelhante epifania nessa concavidade, também esta, escavada na rocha e junto a uma linha de água. E se em Tomar não temos Capela, temos Charolinha.

A esta aparição precede os topónimos já citados, assim como um outro relacionado, como sinal premonitório do milagre da Rocha, Carnaxide, de radical “Car/Kar” , pré-romano, que no entender de M. J. Gandra se parece ligar a locais onde a “pedra” ou pedras se assumem como sagradas. A. de Almeida Fernandes no seu dicionário de Toponímia, editado no concelho de Lamego, confirma a significação do étimo “car(r)” como rochedo ou acervo rochoso. Alias são diversos as localidades com este étimo que manifestam a presença neolítica, Carenque, Carnak, etc, ou então fenómenos sobrenaturais claramente ctónicos, onde nitidamente se estabelece uma intima ligação do homem com a Terra ou uma união do telúrico com o celestial. Tal é também o caso de Carnide (car), no concelho de Lisboa, onde igualmente a Grande Deusa arcaica, se manifesta como salvífica e oracular, dentro de uma gruta a um Cavaleiro da Ordem de Cristo. Caso para dizer que no seio do infernal surgiu a Luz dos céus. Sobre este lugar nasceu uma das mais importantes igrejas da Ordem de Cristo, dedicada precisamente à Nossa Senhora da Luz.

Teríamos muito apreço em alongarmo-nos neste tema, mas apenas queríamos dar notícias da “réplica” da Cerca e enquadrar a Quinta de Santa Sofia para que se pudesse entender o cenário idílico onde se insere, sem todavia ainda encarecer-mos esta parte com a informação, de que também, este vale foi assento de um Convento, cuja primeira fundação deve remontar a 1171, e onde “aquellas paredes de mesquinha architectura, que denunciavam a todos os que viam a pobreza dos seus moradores, encerravam o mais rico Thesouro que havia em Portugal confiado à guarda das ordens monásticas, ou de quaesquer corporações religiosas. Esta circunstância é hoje, talvez, bem pouco sabida (… )(do Archivo Pittoresco séc. XIX). Com estas palavras somos capazes de ter reabilitado a visão de muitos sobre o Vale do Jamor, tão fustigado por má memória nas últimas décadas.

São diversas as toponímias de ruas no perímetro que
 se relacionam de uma forma ou outra com Tomar

* a origem do nome é outra 

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A 2ª INCURSÃO
A exploração

12/09/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE IV

ESTRANGEIROS EM TOMAR 
A Cerca Conventual vista por Estrangeiros

São escassas, senão raras, descrições do interior da Cerca propriamente dita. Nem a Charolinha, jóia arquitectónica desse espaço, foi alvo de qualquer menção em obras anteriores ao século XIX.

Raros também foram os visitantes que passaram por Tomar e tenham registado nas suas memórias e diários aspectos relevantes da cidade. Contudo, é possível encontrar algumas impressões da passagem pela cidade desses ditos estrangeiros, debruçando-se estes essencialmente na descrição dos monumentos mais emblemáticos. Aproveitámos esses textos para retirar excertos que se refiram à Cerca, e os utilizaremos como fonte histórica para enriquecer as nossas referências.


 “Na estrada principal de Coimbra a Lisboa, são doze léguas de caminho, pelas montanhas; uma vez atravessadas, descemos a uma bela planura muito extensa, onde se situa um belo Burgo denominado Tomar. Está no sopé destas extensas montanhas, na margem do Nabão, cercado por densos olivais (…)” “Dominado o Burgo, vê-se um castelo no alto da montanha (…)” Juan Alvarez de Colmenar – Ano de 1741.

“ (…) Dirigi-me a Atalaia, a légua e meia da Golegã, cercada por olivais, que passei ao largo por nada lhe achar de especial; feitas três léguas cheguei a Tomar, recebido com caridade pelos padres da minha ordem… Passada uma colina, chega-se a uma enorme praça oval – a Várzea grande certamente -, de onde se vê a povoação e, do lado esquerdo, o Convento dos Franciscanos, todo branco, excelente, com a igreja não desproporcionada e um claustro de óptima arquitectura, quando ficar terminado, já que estão a construí-lo com grande diligência. A povoação, rodeada de olivais, numa planície junto a um pequeno rio, oferece boas condições, com ruas direitas e bem divididas, bastante populosa, e afável. Dominado o lugar e construído numa colina vê-se um grande mosteiro (…)” Gian-Lorenzo Buonafede Vanti – Ano de 1719.


“S. Thomar numa bela e vasta planície cercada por olivais, próximo das ruínas de Nabância, de que está separada pelo Nabão…o da Ordem de Cristo – refere-se ao mosteiro de Tomar – eleva-se no alto e uma montanha (…)” Bushing – Ano de 1779.

“Uma paisagem idêntica prolonga-se até Tomar; aqui e ali vêem-se sobreiros (…). A cidade (vila) de Tomar está situada numa planície, junto à ribeira do Nabão; está inteiramente rodeada de colinas, parcialmente formadas de grés e pedra calcária. A planície onde assenta a cidade está quase inteiramente coberta de olivais que, de longe, lhe dão um aspecto uniforme; mas de perto, os jardins das margens do rio dão-lhe um aspecto mais agradável. No entanto, a região é, na generalidade, árida e seca. A cidade pertenceu outrora aos Templários (…). Do lado sul, junto ao rio, há uma praça bela e vasta – a várzea grande -, rodeada por um muro; esta praça foi construída por ordem do passado rei D. Sebastião, segundo inscrição gravada numa coluna. No alto das colinas que rodeia esta praça, encontra-se um edifício notável, a sede da Ordem de Cristo (…)” Henrich Link – Viagem em Portugal de 1797 a 1799.


“Situa-se este Convento na parte mais ocidental e elevada da vila (…)” J. Cornide Y Saavedra – “Estado de Portugal em 1800”

“(…) Finalmente começámos a subir – tinham passado pela mesa dos Ladrões. Oh! O cenário magnifico, montanhas atrás de montanhas desvanecendo-se no céu azul, em baixo férteis culturas, as oliveiras, as minhas preferidas, desenvolvendo-se bem, e de troncos tão fantásticos, longe, muito longe, Santarém no alto da colina, e perto desta, a igreja dos Templários e o Castelo de Tomar, e o seu aqueduto de arco duplo, através de cujas aberturas vemos os ciprestes, as oliveiras e outras espécies de árvores, e a Olaia, toda de púrpura brilhantes (…) Robert Southey – 18 de Março de 1801.


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CRUZ QUEBRADA
Uma Réplica da Cerca do Convento

12/06/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE III

A 1ª INCURSÃO
A descoberta (narrado na terceira pessoa)

Nada na floresta dos Sete Montes, celebrada por Fernão Álvares do Oriente, na sua novela “Lusitânia Transformada”, denunciava qualquer caminho que os conduzisse para a zona apontada no mapa. Tornava-se imperioso abrir um trilho, e após dilacerantes cortes, na alma e no corpo dos ”Pastorinhos”, eis que surge algo.


Uma perturbação na suposta paisagem virgem, expõe a presença de tímidas pedras alinhadas. Estariam perante uma antiga edificação ou seriam simplesmente pedras amontoadas? Aproximando-se dessas pedras que estavam à superfície do terreno silvado, deparam-se como uma depressão no terreno. Eram essas pedras o topo, suporte, do telhado de umas insólitas ruínas!



De principio não foi possível reconhecer perante o que se dobravam, somente que de facto existia algo de edificado no local. Coberto por uma cortina densa de vegetação que teimava em desocultar-se e deixar perceber nitidamente os seus contornos, souberam naquela altura que o mapa não mentiu nem os iludiu. 


Próximo Capítulo:
ESTRANGEIROS EM TOMAR



A Cerca Conventual
S

12/04/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE II

SETE MONTES, SETE VALES E SETE FONTES
Do Vale à Montanha

Apelidada como “Olivais de Sete Montes e Sete Vales” já em 1327, ou referida como “Sete Vales e Sete Fontes” (Septem Valles et Septem Fontes) num documento do Arquivo Secreto do Vaticano datado de 1439, foi este o local que “naquela parte da grande Lusitânia, que a natureza fez no sitio aos olhos mais oculta (…) perto donde o rio Nabão (…) numa abrigada ao pé dum alto monte (…) vive uma companhia de pastores que, juntos debaixo do governo de Severo seu maioral (grão Mestre, Sumo Sacerdote…) (…)” e que “por justa ocasião chamarão os Sete Montes (…).


Entrada da Mata dos Setes Montes

A idílica natureza, por tradição na literatura bucólica costuma-se apresentar como cenário ideal para desenvolvimento da novela pastoril, e se algumas desenrolam-se em locais fictícios e não reais, o mesmo não acontece com “A Lusitânia Transformada”.

Com efeito, a Cerca do Convento é o lugar de encontro e acolhimento de misteriosos pastores que Fernão Álvares do Oriente anima na sua novela Arcadiana, não obstante a acção ter lugar numa espaço tão vasto quanto o Império Português do tempo em que o autor viveu. Interessa-nos por agora as alusões a Tomar, a ribeira do Nabão aparece citada dezassete vezes no decorrer da vetusta obra.


Vista sobre a Mata dos Setes Montes

As transcrições supracitadas, enquadradas no espírito da obra, de critica e sátira ao grau de corrupção a que tinha chegado o Império Português, parecem indiciar uma referência cifrada aos ex-freires da Ordem de Cristo que tinham sido expulsos pelo Frei António de Lisboa no tempo de D. João III, vazada nessa altura do ideário Templário, e que agora se reuniam secretamente em conclave, nas proximidades do que durante muitos séculos tinha servido de guarida a altos segredos da Ordem do Templo, ou seja, a Charola, alcançável pela vista a partir da Mata.


 Mata dos Setes Montes e Charola em plano de fundo

A mítica Arcádia, agora transformada em Lusitânia, e vice versa, pode muito bem encontrar na Charolinha da Mata dos Sete Montes, cenário para se imaginar o encontro entre os Cavaleiros expulsos da Ordem de Cristo, por não terem aceitado a conversão de uma Ordem de Cavalaria em Ordem de Clausura, com os que nela se mantiveram, para celebrarem misteriosos ritos de Cavalaria Iniciática.



Se até aos dias de hoje, seria então, a Charolinha, o local na qual podíamos enquadrar os secretos encontros dos Cavaleiros disfarçados de pastores, após a leitura deste artigo por inteiro, poderemos pensar num outro local; a Charolinha como espaço profano facilmente acessível, e um outro, no alto do monte, como sagrado e velado.

Invocar a existência de colinas pressupõe a ideia de Vales, aliás, nome já referido anteriormente em documento medieval como designação desta Mata (Sete Montes e Sete Vales), o que pode remeter-nos para “evidente..sentido da denominação de Filhos do Vale, atribuída por Zacharias Werner aos membros de uma confraria de Irmãos adeptos, constituindo ab origine a Igreja secreta de Cristo, i. e., a Igreja interior ou Confraria dos Superiores Desconhecidos, subjacente à actividade da Ordem do Templo, bem assim como à maçonaria templária do séc. XVIII, ambas manifestações transitórias, patrocinadas pela Confraria do Vale, protagonista da obra de ficção homónima.. Pelo seu lado, Fernando Pessoa não se coibirá de sublinhar que o termo vale comprova “a baixa qualidade da iniciação que ela [a Ordem] ministra, em relação à alta iniciação, nas Altas Ordens, referida sempre a uma montanha, seja a de Heredom, seja a de Abiegno!”*1. Elucubrações que não resistimos dar-vos a conhecer.


Henry Corbin, após reflexão sobre essa obra mística de 1803, “Filhos do Vale”, atribui-lhe a intenção de ressurreição do ideal Templário ao pretender reconstruir o Templo onde perenemente se subjugará ao serviço do espírito. Esta visão do Templo prende-se à ideia o Evangelho Eterno, anunciado por Joaquim de Flora, e também à Terceira Idade e à Terceira Ordem de que se ocupou Fernando Pessoa. Tal como em Pessoa esta Terceira Ordem é uma Ordem de cariz místico, oculta até mesmo no sentido de “oculta aos olhos dos  pastores”.


Gruta na Mata junto à Charolinha com acesso por antiga escadaria

“O segredo é do Vale, tão bem guardado como outrora o Graal no seu recinto mágico”. Fernando Pessoa alude a este vale, no seu poema “Do Vale à Montanha”, e como já aludido anteriormente, diz-nos este, que “para lá chegar é preciso receber a iniciação, atravessar o vale”.
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“Do Vale à Montanha” de Fernando Pessoa


*1 nota: "A acção inicia-se em Limasol, praça-forte do Templo em Chipre, na ocasião em que, face à decadência da Milícia, o capítulo vota o regresso a França e a destruição de rituais e livros secretos. Na sombra, assiste-se à acção dos Filhos do Vale, os quais preparam o destino de Molay, castigado por ter ultrapassado as suas competências. A segunda parte do drama evoca o processo dos templários em Paris e o seu suplício. Por decisão dos Superiores desconhecidos a Ordem será "adormecida". Molay compreende e aceita a punição. Purificado pelo arrependimento, é recebido no seio dos Filhos do Vale, caminhando para a fogueira, enquanto Robert de Heredom parte para a Escócia onde reconstruiria a Ordem sob a aparência da maçonaria". de Manuel J. Gandra

Próximo Capítulo:
A 1ª INCURSÃO
A descoberta

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE I

Autoria: Círculo dos Pastores do CETHOMAR
O Mapa

Bem junto à ribeira do antigo Nabão, a par de um lugar fresco, a que os seus moradores por justa ocasião chamaram os Sete Montes, porquanto sete montes o rodeiam todo, está uma floresta tão oculta aos olhos dos pastores, que parece que não só à vista mas também aos pensamentos se nega entrada nela.” Apud Lusitana Transformada


Os Pastores da Arcádia
Lusitânia Transformada e a Mata dos Setes Montes
actualmente arborizada (para quem não conheça)

Diversas são as histórias cujo fito é a procura de um mapa. Esta começa com um!

O que aparentemente parecia ser um erro tipográfico ou possivelmente uma indelével impressão das diversas dobras a que foi sujeito nas últimas décadas, ou mesmo um carimbo, revelou-se o “x” de um tesouro há muito tempo ocultado dos olhos do comum mortal Tomarense.


Decididos a descobrir que marca misteriosa era aquela, dissimulada e quase imperceptível, decidiram ir averiguar “in loco” o que poderia eventualmente permanecer em tão recôndito espaço, e ao qual não conheciam qualquer referência, mesmo em obras dedicadas. 

12/03/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA


Conforme anunciado começaremos no dia de Santa Barbara a publicação do trabalho do Círculo dos Pastores do Cethomar. Será também disponibilizado em pdf aos interessados.




OS PASTORINHOS 
DE SANTA BÁRBARA


Índice
1. O MAPA
Um “X”
2. SETE MONTES, SETE VALES E SETE FONTES
Do Vale à Montanha
3. A 1ª INCURSÃO
A descoberta
4. ESTRANGEIROS EM TOMAR
A Cerca Conventual
5. CRUZ QUEBRADA
Uma Réplica da Cerca do Convento
6. A 2ª INCURSÃO
A exploração
7. SANTA BÁRBARA DOS SETE MONTES
Tomar Lendário
8. UMA ANTIQUÍSSIMA IMAGEM DE TOMAR
A mais antiga 
9. OS DEMÓNIOS DO CONVENTO DE CRISTO
Os mundos subterrâneos
10. UMA APARIÇÃO NA MATA DOS SETE MONTES
Dos Anjos a Santa Bárbara
11. ENCONTRO COM SANTA BÁRBARA
Um intenso olhar
12. A 3ª INCURSÃO
Onde vais, ó Santa Bárbara?
13. SANTA BÁRBARA DOS CAVALEIROS
De João Amendoeira
14. FAI – FOI ANTIGAMENTE IGREJA
Feira Agrícola e Industrial de Tomar
15. ENIGMA POR RESOLVER
Thomar esquecido


FACEBOOK

11/26/2010

BREVES NOTÍCIAS

Disponibilização de artigo em pdf

O estudo ininterrupto das várias manifestações de São Cristóvão na arte sacra em Tomar é conducente à descoberta de novas informações, mesmo quando julgamos já ter esgotado o assunto. O texto “A Ave de São Cristóvão – Uma Ave Oculta”, diálogo entre o Degraconis e o Voltron, publicado à pouco tempo no blog, consistiu numa introdução a uma abordagem mais académica do tema que se pensava fazer no seguimento e, na qual damos a conhecer uma possível datação da pintura com base em alguns detalhes da imagem, e fazemos uma leitura do quase irreconhecível texto incluso no mesmo, o qual tem sido um mistério para muitos que na Charola admiram a pintura em questão.

 

Após passar pelo crivo daqueles que entendam pedir o ensaio pelo cethomar@hotmail.com, iremos proceder à sua publicação, possivelmente ainda este ano. 

11/21/2010

BREVES NOTÍCIAS

Disponibilização de artigo em pdf

Mais uma investigação do Cethomar – Centro de Estudos de Thomar para publicação no Blog nas próximas semanas. Já enviado aos amigos e associados, disponibiliza-se agora o seu envio por email em formato pdf para quem o solicitar através do cethomar@hotmail.com
  
UMA INESPERADA TESTEMUNHA

O "Círculo dos Pastores" do Cethomar anuncia também para as próximas semanas a publicação do seu trabalho de investigação, o qual, igualmente será enviado numa primeira fase a todos os amigos e associados, com a intenção de envolver os interessados na conclusão do ensaio, caso tenham informação pertinente no âmbito do tema abordado ou opiniões a expressar que possam contribuir para uma afortunada apresentação do ensaio aos leitores do blog. É um post bastante extenso e em virtude das ilustrações ascenderem a mais de quarenta será de mais fácil leitura e visionamento no formato pdf, não deixando no entanto de posteriormente ser publicado no blog. Todavia terá que ser publicado em nove partes (posts) por questões de estética no blog.