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9/13/2008

Sepultura de um Mestre da Ordem do Templo


Ao muito distinto Arqueólogo Coronel Francisco Garcez Teixeira foi oferecida, há muitos anos, pelo proprietário de uma Quinta (Sr. Albino de Lima Simões) situada junto do Templo de Santa Maria do Olival, em Tomar uma pedra sepulcral que ali servia de ponte sobre o ribeiro Salgado.
A campa, que se encontra no Claustro da Lavagem, do Convento de Cristo em Tomar, é plana, tudo indica que não deve ser a tampa da caixa tumular, é trapezoidal e mede 2m x 80cm.
A pedra tem uma cruz chã, firmada em pé alto. O primeiro e segundo quartéis formados pela cruz estão no centro; o terceiro é ocupado por uma espada de folha larga, arredondada na ponta, com punho maçanetado(sic) e as guardas curvas, voltadas para a lâmina, na qual se encontra distribuídos três escudos boleados.
O Senhor Coronel Teixeira, experimentado epigrafista(sic) na época, somente leu, e com reconstrução de letras e sinais, o seguinte, em caracteres latinos curvilíneos de transição.

Epigrafia:

E:FOI:MAEST`:DO:TÇPLE:NOS:T`S:REINOS


(Obrigado Sr. Rui Ferreira!)
Faltam, como se vê, dois elementos importantes: o nome e a data do óbito, ou outra qualquer que identificassem a pessoa enterrada debaixo desta pedra.
Segundo o Coronel Teixeira tratasse da campa de um mestre dos Templários dos três reinos, pertence ao Séc XIII, época em que ainda a Heráldica não representava apelidos.

Quem era o Mestre ali sepultado????
Governaram os três Reinos o 13º Mestre, Martim Sanches (1228). O 14º Estêvão de Belmonte (1229), o 15º Guilherme Fellcom (1239), o 18º Martim Martins (1242), 19º Pedro Gomes (1247), o 20º Paio Gomes (1250), o 21º Martinho Nunes (1253) e por fim o 25º João Fernandes (1283).
Destes nomes, sabe-se que o último morreu em 23 de Maio de 1288, como referia o seu epitáfio no templo de Santa Maria do Olival. Temos, portanto de escolher entre os sete restantes.
Como se sabe então de quem é na realidade a pedra? Vamos então ver qual o elemento de aproximação do nome com as armas reproduzidas na pedra.
Para o Coronel Garcez Teixeira trata-se do Mestre Martim Martins, que segundo o livro O Mobiliário II refere que D. Martim Pires da Maia, casou com D. Teresa Martins e tiveram três filhos e duas filhas: «o primeiro houve o nome de D. Martim Martins que foi mestre do Templo».
Como se vê, provinha das boas linhagens do reino. Era bisneto de D. Egas Moniz de Riba de Douro e era o terceiro neto do Conde D. Gomes Nunes, de quem foi irmão D. Sancho Nunes, casado com uma irmã do nosso Primeiro rei.
Para os estudos da heráldica medieval houve necessidade de formar árvores de geração, agrupando as famílias e pessoas que usavam armas com os mesmos símbolos. Temos portanto uma família que reúne os escudos em que se vêem faixas, quer simples, quer carregadas, ou carregando outras peças.
Uma nota mais, as faixas e mesmo os símbolos utilizados só foram representados na heráldica desta família na baixa idade média.
Como podemos ver, a probabilidade do Senhor Coronel ter acertado, ao suspeitar que a campa mencionada fosse da sepultura de D. Martim Martins é bastante grande.

Apenas para realçar a importância deste estudo, achamos que cada vez mais há necessidade de todas as pedras tumulares, ou outras, sejam inventariadas e catalogadas, até para uma eventual exposição periódica ou permanente que acho de extrema importância para contextualização e enriquecimento do próprio monumento em sim, mas falando também da mais valia que seria para o publico em geral.

Bibliografia consultada:

- Anais da União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo
- Portugal Templário: José Manuel Capêlo

8/13/2008

Descobertas em Tomar

Olá.

O assunto que agora vos trago é relativo aos achados arqueológicos que nos últimos tempos têm rondado o templo de Santa Maria dos Olivais.

Sendo este templo um Panteão dos templários em Portugal, é normal encontrar estelas funerárias e/ou varias inscrições em pedra. Algumas das estelas e pedras funerárias são bem interessantes podendo conter varias informações que nos estão alheias… este episódio, faz-me recordar o achado realizado nos finais de Agosto de 1993 (bem anterior segundo o próprio historiador que fez o achado), no lado nascente do Castelo dos Templários em Tomar, por cima da Porta da Almedina, porta esta que no tempo dos templários era o principal acesso às muralhas. Sobre esta entrada foi descoberta uma das mais antigas (senão a mais antiga) cruz templária que se conhece em território nacional.

A imagem que retratada é então uma cruz templária com uma rosa no meio, trata-se então de uma ligação dos Templários, dos Rosa-Cruz e a civilização muçulmana. A cruz tem ainda algumas particularidades como os sulcos nas astes, que não é comum aparecer. Esse conjunto de sulcos, forma em cada braço uma pirâmide, que nos transmite a ligação entre os Templários e Rosa-Cruz com a antiga civilização egípcia, a mesma ligação que nos faz o monumento com a ligação entre o Ocidente e o Oriente confirmando a estratégia dos dois Sóis: O sol nascente e o sol poente. Voltado à tão falada cruz que apresenta ainda uma inscrição “IN:E:M:CL:VIII” que segundo José Hermano Saraiva lê 1198 na Era de César, que subtraindo os 38 anos, daria 1160 da Era de Cristo, ou seja o ano da Fundação do Castelo de Tomar. José Hermano Saraiva refere ainda a importância desta estela pois esta rosa-cruz deu origem às Quinas portuguesas no nosso escudo. A explicação é a de que quatro das quinas representam os espaços existentes entre os braços da cruz, e a quinta estaria representada na parte central, onde está a rosa. É de referir que este achado foi realizado pelo antigo professor (ainda me deu aulas) e antigo responsável pela área da cultura da Câmara de Tomar, actualmente encontra-se reformando e é uma pessoa fácil de encontrar nos seus calmos passeios pelas ruas de Tomar.

Continuando nas escavações, que à bem pouco tempo foram consideradas as mais importantes da península ibérica, e os seus achados… Continuo a não concordar que todos os achados (incluindo ossos, moedas, alfinetes, estelas, enfim…tudo) que são encontrados, são transportados para Torres Novas, onde ficam em armazém, para estudo e depois são transportados para Évora. É triste para um Tomarense saber que aquilo que pertence à sua terra, é levado para outro lado… quem sabe se muitas das coisas não se irão perder ou misturar… sendo as informações que dai resultem fora da realidade…
Algumas estelas os pedras com relevos encontradas nas obras da envolvente do Templo:



...entre muitas outras que não foram fotografadas...

Com este pequeno texto quero apenas alertar a Câmara Municipal, historiadores, interessados, curiosos e entidades competentes que está na altura de preservar o que resta do património de Tomar, aquilo que nos identifique com o passado e que ainda não foi destruído e dar às pessoas cultura, para que possam perceber o quanto Tomar foi grande! Continuo a afirmar que Tomar necessita de um MUSEU!!! E porque não um Centro vivo de Interpertação da Historia anunciado pelo Dr. Jana? Está na hora de mudar as mentalidades! Há que preservar o património! Queremos ser como as grandes cidades desenvolvidas então podem segui-las no que respeita ao património que é todo estudado, catalogado, apresentado, preservado e restaurado.

Até breve!

7/31/2008

A Galilé de Santa Maria dos Olivais

Nas obras de reparação dos rebocos exteriores da torre sineira da igreja de Santa Maria dos Olivais nos anos 30, puseram a descoberto catorze pedras de secção rectangular, embutidas nas paredes - quatro em cada uma das faces maiores e três em cada uma das menores - parecendo restos de cachorros que houvessem sido propositadamente cortados.

Não nos parece fácil descobrir qual tivesse sido o primitivo destino desses cachorros. A relativamente pequena altura a que estão acima do solo, parece indicar que tem de ser posta de parte a ideia de terem servido de apoio aos andaimes de madeira, com que era uso na idade media, aumentar o poder defensivo das torres militares.

Igualmente nos parece não ter pertencido à galilé que existia em 1510 junto a Santa Maria.

A discrição dela, consta no livro de visitação feita naquele ano, é registada a no livro 123 da Ordem de Cristo (Arquivos da Torre do Tombo) e é como se segue:
«Diante da porta principal te hun alpendre armado sobre dous grandes arcos de pedraria cuiberto e forrado de livei de castanho sobre as asnas em quadrado aguas e mais diante tem outros dous arcos de pedraria descubertos»

Com estas indicações, resumidas mas claras, a única reconstituição em planta que nos parece plausível é a que indicamos no esboço que aqui apresentamos, feito sem escala.

Gostaria de saber se alguém tiver a revista O Século de 13 de Janeiro de 1932, nos pudesse facultar uma copia do desenho que lá se encontra sobre este tema teríamos todo o gosto em publica-lo aqui no blog para todos vermos como era a possível galilé de Santa Maria dos Olivais.
Aqui está a tão desejada imagem. Um agradeçimento em especial ao Sr. Pedro Pinto por ter tido a magnifica amabilidade de enviar a imagem!

Cumprimentos

7/17/2008

O "Cavaleiro da Ilha do Corvo" e a descoberta dos Açores

Caro(a)s amigo(a)s:

Para despertar o apetite, como proposta de leitura para férias, permitam-me esta sugestão:

Folheiem “O Cavaleiro da Ilha do Corvo” (ed. Temas&Debates/Círculo de Leitores) e “escandalizem-se” q.b. com dados pouco ou nada conhecidos –e outros escamoteados – sobre as antigas navegações no Atlântico. Ou seja, os descobrimentos pré-Portugueses.

Conceito estranho em 500 anos de História pátria.
Camões mandou calar a “musa antiga”. Agora é o momento para navegar “por (alguns) mares já antes navegados”.

D. Manuel I despachou os destroços da Estátua para os fundos do armazém que existia no Paço da Ribeira...

E assim se foi tecendo o Império com as malhas da meia-verdade. A nossa parte cumpriu se bem; mas não apaguemos os méritos dos outros, os nossos “egrégios bisavós”.

Apreciem e divulguem esta “provocação”. Chocante ? A História é para se ir reescrevendo. Nunca foi um livro fechado

Cumprimentos,

Joaquim Fernandes
Universidade Fernando Pessoa

Quem descobriu os Açores, afinal?

O historiador Joaquim Fernandes, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, lançou o romance «O Cavaleiro da Ilha do Corvo», no qual defende, baseado em factos documentados, que a descoberta do arquipélago dos Açores ocorreu muito antes da chegada dos portugueses.

O professor universitário recorda como os navegadores portugueses que chegaram à pequena ilha do Corvo, nos Açores, em meados do século XV, encontraram ali uma intrigante estátua de pedra, representando um cavaleiro com traços característicos do norte de África.

A notícia, normalmente ignorada nos relatos oficiais, tem no entanto uma fonte histórica autorizada: Damião de Góis (1502-1574), o grande humanista português do Renascimento, que descreve, com algum detalhe, no capítulo IX da sua Crónica do Príncipe D. João, escrita em 1567, as circunstâncias em que o inesperado monumento - «antigualha mui notável», como lhe chama - foi achado no noroeste da pequena ilha, a que os mareantes chamavam «Ilha do Marco».

O cronista refere que a descoberta ocorreu no período a que classificou de «nossos dias», ou seja, no seu tempo de vida, provavelmente entre os finais do século XV e os inícios de XVI, no decurso do reinado de D. Manuel I e durante as primeiras tentativas de colonização da ilha do Corvo.

O monumento era «uma estátua de pedra posta sobre uma laje, que era um homem em cima de um cavalo em osso, e o homem vestido de uma capa de bedém, sem barrete, com uma mão na crina do cavalo, e o braço direito estendido, e os dedos da mão encolhidos, salvo o dedo segundo, a que os latinos chamam índex, com que apontava contra o poente.»

Esta imagem, que toda saía maciça da mesma laje, mandou el-rei D. Manuel tirar pelo natural, por um seu criado debuxador, que se chamava Duarte D'armas; e depois que viu o debuxo, mandou um homem engenhoso, natural da cidade do Porto, que andara muito em França e Itália, que fosse a esta ilha, para, com aparelhos que levou, tirar aquela antigualha; o qual quando dela tornou, disse a el-rei que a achara desfeita de uma tormenta, que fizera o Inverno passado, refere o cronista.

Mas a verdade foi que a quebraram por mau azo; e trouxeram pedaços dela, a saber: a cabeça do homem e o braço direito com a mão, e uma perna, e a cabeça do cavalo, e uma mão que estava dobrada, e levantada, e um pedaço de uma perna; o que tudo esteve na guarda-roupa de el-rei alguns dias, mas o que depois se fez destas coisas, ou onde puseram, eu não o pude saber, acrescenta.

A este estranho monumento juntou-se a descoberta, no século XVIII, de um não menos perturbador vaso de cerâmica, achado nas ruínas de uma casa, no litoral da mesma ilha, repleto de moedas de ouro e de prata fenícias, que, segundo numismatas da época e não só, datariam de, aproximadamente, entre os anos 340 e 320 antes de Cristo.

As descobertas fabulosas não se ficaram por aqui: viajantes estrangeiros, no decurso do século XVI, alegaram ter encontrado inscrições supostamente fenícias de Canaã (Palestina), numa gruta da ilha de S. Miguel. Por fim, em 1976, nesta mesma ilha, haveria de ser desenterrado um amuleto com inscrições de uma escrita fenícia tardia, entre os séculos VII e IX da era cristã.

Todas estas perplexidades levaram Joaquim Fernandes a encetar uma longa e exaustiva investigação bibliográfica e documental e a escrever O Cavaleiro da Ilha do Corvo.

No romance, o autor refere um testemunho que reforça de modo evidente o relato de Damião de Góis: um mapa dos irmãos Pizzigani, de 1367, descoberto em Parma, apresenta um desenho com uma figura explícita ostentando uma legenda em latim onde se diz: Estas eram as estátuas diante das colunas de Hércules... Ora esse desenho está colocado à latitude dos Açores, no meio do Atlântico, sugerindo a tradição das Estátuas como marcos-limites do oceano navegável ou conhecido e serviriam para avisar os perigos que corriam os navegadores mais ousados. Mais ainda: a historiografia árabe, do século X, por exemplo, faz referência a essas mesmas estátuas e à sua eventual função de marco dos limites navegáveis, o que credibiliza, por outra via, o testemunho de Damião de Góis. Demasiadas coincidências, pois, para um simples rumor ou lenda...

6/10/2008

Ontem, Hoje e Amanhã

É verdade, o nosso Templo está novamente em obras... não dão descanso aos monges guerreiros que tentam “dormir o sono eterno”…

É interessante percebermos o quanto estas novas modificações, vão melhorar (ou não) o nosso querido monumento.

Deste modo apresento aqui o Olival, que deu nome ao Templo


Postal do inicio do século XX


A Planta elaborada pelos arquitectos da DGEMN antes das intervenções


A planta apresentada em manuscrito do Mestre Raúl da Graça, que em 1932, que desenhou uma proposta de arranjo exterior da Igreja. Arranjo que agora está a ser demolido.
Esta planta de alterações, propõe as demolições a amarelo e as construções a vermelho.
Nota que nem tudo chegou a ser construído, mas das demolições sabemos, pelas fotos o que aconteceu.
(Obrigado ao amigo Rui Ferreira.)


Trabalhos arqueológicos realizados em 1982, junto do Templo de Santa Maria dos Olivais. Nestas escavações puseram-se a descoberto parte do cemitério medieval a cerca de 50 cm de profundidade, onde encontraram também moedas e alfinetes entre outros objectos utilizados na época.
Fonte :Boletim cultural e informativo da Câmara municipal de Tomar nª5 ,de 1983

As antigas escadas, colocadas pela DGEMN


Muitas das pedras (estelas funerárias, entre outras) que foram desenterradas do átrio e da envolvente, nos anos 30, durante a intervenção da DGEMN, estão na colecção UAMOC no Convento de Cristo. Hoje novamente, outras vêm ao de cima…

Escavações arquelógicas junto ao Lar

A futura zona reabilitada, com a rotunda ao fundo...


Plano de reabilitação do flecheiro e Santa Maria do Olival. Na envolvente à Igreja de Santa Maria dos olivais vão se dar três grandes modificações. O trânsito passará por detrás da Igreja, saindo numa futura rotunda junto à Portugal Telecom e em frente à torre surgirá uma praça que vai confinar com um parque de estacionamento. Será mantida a zona de protecção à igreja, valorizando-se os percursos e enquadramento dos dois edifícios existentes. Do lado norte da igreja, o “jardim das oliveiras” (com meia dúzia delas!) será requalificado sendo atravessado por dois percursos pedonais e uma zona de estadia e sombra no seu interior.

Que acham destas obras? Façam o favor de comentar!
Até breve.

5/18/2008

Capela de Santo António em Tomar


A todos os que visitam Tomar por certo passa-lhes despercebido a existência desta capela, dedicada a este santo tão querido dos Portugueses.
Trata-se de uma pequena capela que foi construída no séc. XV no sítio denominado hoje Casal de Santo António, a cerca de três quilómetros de Tomar e perto do Aqueduto filipino.
Este pequeno edifício conservou-se muito tempo em ruína, sendo mais tarde aproveitado para dependência agrícola, sérvio de adega e palheiro, sem contudo lhe terem mutilado qualquer dos seus elementos arquitectónicos.

A capela é formada por um arco gótico do séc. XV, uma abóbada ricamente decorada, da renascença e tendo como retábulo do altar, um nicho, já do séc. XVII.
Na parede do lado do Evangelho estava colocado um pequeno túmulo, em estilo gótico, constituído por um arco-sólido de três arquivoltas alojando uma arca ossário.
Este túmulo pertence a Nuno Gonçalves da Meira, Homem de confiança do Infante D. Henrique e membro da ordem de nosso Senhor Jesus Cristo.

No ano de 1942 o saudoso coronel Garcez Teixeira sugeriu a ideia de que se adquirissem todos os elementos pertencentes à capela, que ainda lá se encontrassem. Para isso forçaram-se negociações e como não se conseguiu a cedência gratuita, foram adquiridos por compra, no ano seguinte.
Retiradas do local primitivo, as respectivas cantarias, foram devidamente arrecadadas, ficando à espera de uma oportunidade para se fazer a reconstituição da capela noutro local mais apropriado e mais acessível aos inúmeros apreciadores do nosso património artístico.
Primeiro pensou-se em adaptá-la à capela de S. Gregório Nazareno, mas por fim achou-se preferível manter este pequeno templo sem alterações ao seu estilo. Foi o que se fez, procedendo-se ao restauro e reconstrução no local onde hoje se encontra, bairro 1ºMaio (antigo bairro Salazar).
Neste projecto foram aumentadas as dimensões do corpo da capela e colocou-se na fachada principal a primitiva porta de entrada.
Para completar o conjunto, foi colocada a rosácea na fachada, as cantarias da Renascença da porta de serviço, nas traseiras do edifício, os azulejos Hispano-árabes do frontal da igreja.

A todos que queiram visitar esta capela, ela fica perto da antiga fábrica da fiação sendo muito fácil encontra-la.
Esta capela esta aberta todas as segundas de manhã para missa, e no dia do seu padroeiro, dia 13 de Junho.
Para a feitura deste post queremos agradecer a simpatia com que fomos recebidos pelas pessoas que tão bem conservam este local. A todos um muito obrigado.
*****

4/25/2008

Túneis de Thomar por J. M. Sousa em 1903


Transcrição do livro “Noticia descriptiva e historica da Cidade de Thomar” por J. M. Sousa, Editado em 1903, páginas. 180 e 181.

“Corre em Tomar, por tradição que entre o castello e a egreja de Santa Maria tinham os Templarios uma via subterrânea que ia desembocar n`aquella torre; outros dizem que dentro da egreja: É certo que na base do castello, chamado castello novo, há uma abertura com degraus que, a não ser a estrada d`aquella via, não se sabe com que fim foi feita, nem onde irá ter. É certo que um velho, que viveu no tempo dos frades e depois foi guarda do convento, nos disse, já há muitos annos, que tinha por ali descido na companhia de alguns frades e que haviam chegado até debaixo da povoação, porém que não poderam continuar por estar tudo muito entulhado e haver dificuldade em respirar, chegando mesmo a apagarem-se as luzes por falta de circulação do ar. Há alguns annos e por mais de uma vez abateu o terreno na rua da Graça, junto á egreja da Misericórdia, suppoz-se ser a abobada d`aquelle túnel que abatesse n`aquelle ponto. Valia a pena fazer explorações, para se saber o que há de verdade a este respeito. A torre a que nos referimos parece que foi ameiada, depois apeiaram se as ameias e fez se lhe um accrescento com campanários; talvez por ficar baixo, fizeram-lhe ainda outro, onde estão agora os sinos; no pavimento deste vêem se algumas lages com letreiros, o que mostra terem servido de campas funerárias a pessoas distintas; estes letreiros porém estão já apagados que difficilmente se poderão ler; alguns são em gothico.”

Este autor faleceu em 1905.

*fotografia tirada na Mata dos 7 Mon7es

4/22/2008

Pedras-de-Armas de Tomar

Com este post vamos proporcionar a todos aqueles que visitam a nossa querida cidade de Tomar. Um olhar diferente sobre os seus monumentos.
Vamos aqui tentar traduzir algumas das pedras tumulares para que quando visitarem os nossos monumentos possam identificar e levar deles um conhecimentos que até agora (salvo algumas excepções) não é referido nos boletins turísticos.

Igreja de Santa Maria Dos Olivais

Ao percorrermos o carcomido lajeado da igreja, encontramos, entre duas colunas que dividem a nave central da do norte, a lápide sepulcral de Fernão de Sampaio e de sua filha Maria de Sampaio.
É uma laje muito alongada e estreita, emoldurada por um grosso rebordo, que tem ao alto o Brasão dos tumulados. Ao qual se segue uma curiosa inscrição em caracteres góticos, que dá à lápide acentuado sabor quatrocentista, vertida para Português moderno, essa inscrição reza assim:

Aqui jaz Fernão de Sampaio
Cavaleiro fidalgo criado de El-Rei
Dom Afonso (Afonso IV) e de sua Filha
Maria de Sampaio.

Não muito longe da anterior, fica a sepultura do fidalgo quatrocentista Pedro Vaz da Veiga e de sua mulher Isabel de Góis.
É também uma laje muito comprida e o seu interesse artístico resulta em especial da originalidade com que estão dispostas as diferentes peças que a decoram.
Ao alto, ornatos vegetais formam semicírculos. Mais abaixo vê-se uma legenda em caracteres góticos encimando o campo onde se desenvolve o brasão e seus complementos exteriores.

É na parede do lado do Evangelho que está encastoado o rico e sumptuoso mausoléu de D. Diogo Pinheiro, 1ºBispo do Funchal, grande figura renascentista recatadas de complicados lavores, onde é evidente a preocupação decorativa que levou o artista a espalhar por toda a obra um sem número de delicados e primorosos ornamentos.
A arca tumular, abrigada num magnífico arco escavado na parede da capela-mor e ornada nos cantos com caveiras.
O túmulo que abriga os ossos do prelado apoia-se no primeiro embasamento, onde, além de um ornato zoomórfico, está gravada outra inscrição que serve de epitáfio:
"Aqui jaz D. Diogo pinheiro primeiro Bispo do Funchal"

Embutida em frente da escadaria da igreja esta a lápide ornada heraldicamente de Inácio Tamagnini e sua Sobrinha (séc. XIX).
Por mercê do imperador Segismundo, Rei da Hungria foi incorporado neste brasão a Águia Cesariana e sobre ela a coroa do Sacro Império, formando-se o conjunto que se vê na foto.
O Dr. Inácio Tamagnini e sua sobrinha D. Ângela foram personalidades de relevo nos fins do séc. XVIII e XIX, tanto em Tomar como na corte.


No absidílo do lado norte, em caracteres góticos temos a sepultura de D. Maria da silva segunda filha dos primeiros condes de Penela e que faleceu em Tomar em 1525.

Capela e Túmulo de Simão Preto, natural da Cidade Tomar e que faleceu nas partes da Índia.
Sobre este Túmulo existem muitas dúvidas pois existe outra inscrição na igreja de Nossa senhora da Candeia (Senhora da Graça) em Tomar.

4/21/2008

Church of Saint Mary of the Olivais in Tomar


This must have beem the site of the roman settlement called sellium,abaut which many memorials have beem found.It seems that after being destroyed during the invasions of Barbarians ,it revived for a short time under the name of Nabancia,with the foundation of two convents which became celebrated about the year 653 by the death of the virgin martyr Saint Iria,which tragic event was the cause of the settlement being again destroyed,but to still greater extent,58 years after ,by the razzias of tarik and his successors.

After the christian reconquest its ruins were made use of by the knigtht Templar Gualdim Paes,part of them in the constructiom of his inexpugnable fortress on the opposite mount,while with the rest he rebuilt from its foundations the church of the old convent of Saint Mary of Selho.But if the old church was in the Romanesque style ,very common in the 6ªcentury,the new one was built in the early Gothic.This was in the second half of the 12ªcentury,and Gualdim Paes was a learned man and had travelle greatly.He had besides that built a chapel in his fortress in the Gothico-Byzantine style.

The new Church acquired the honour of being the Pantheon of the grand Masters of the Temple,and from being the mother church of the settlement,it came to be also that of the churches which its sucessor ,the Order of Christ,built in Europe,Asia,africa,america and Ociania.

Some yards to the west rises a square tower,which ,according to the tradition for the workmen who constructed this church,against the attacks sometimes made on them by Moors from the south.

4/15/2008

I Jornadas do Património Cultural em Tomar


I Jornadas do Património em Tomar
17, 18 e 19 de Abril de 2008

Organização:
Centro de Estudos de Arte e Arqueologia
Academia Nacional de Belas Artes
Grupo de Amigos do Covento de Cristo

Contacto:249328280

Alguns dos Painéis Temáticos:

1º - A Igreja de Santa Maria dos Olivais: História e Património;

2º - Estradas, Caminhos arcaicos e Calçadas;

3º - Património Cultural e Reabilitação Urbana;

4º - A Igreja de S. João Baptista e o seu Património Artístico;

5º - Património e Museologia;

6º - A Estratégia da Gestão do Património;

7º - Património e Ordem de Cristo.

Programa: (Clicar na imagem para aumentar)

3/23/2008

A crucificação de Santa Maria


A Páscoa é o período em que celebramos a ressurreição de Cristo após o martirio da crucificação. Na Igreja de Santa Maria do Olival, que data do Século XII, decidiu-se este ano reviver esse martirio crucificando, desta feita, a própria igreja. Pelas colunas da Igreja foram espetados pregos de forma a que estes pudessem suportar as folhas de palmeira, curiosamente sinal desse martirio, demonstrando um enorme desrespeito pelo nosso património cultural, para além, obviamente, de o danificar. Esperemos que se apurem quem foram os romanos, mas sabemos que provavelmente toda esta história acabará como habitualmente acaba: com Pilatos lavando as mãos e com o povo esperando a ressurreição.






Actualização:


Depois desta noticia apareçer na primiera página do jornal O Templario, saiu em resposta o Cartoon, da autoria de Carlos Mendes, publicado n´O Templário de 10-4-2008.

3/22/2008

Thomar de Antigamente



É com enorme prazer que anuncio neste blog, a exposição que esta a decorrer na Biblioteca Municipal de Tomar. A Exposição é uma mostra de coleccionismo, tendo como tema principal Tomar no seu passado.


Organizado pelo Clube de Coleccionadores de Tomar, e tendo como expositor Ricardo Branco, que teve como objectivo primordial incentivar todas as pessoas ao coleccionismo, bem como realçar as mudanças evidentes que foram surgindo com a evolução da Cidade de forma a que possamos olhar para o “nosso” património e para a “nossa” cultura de forma diferente, para que se possa preservar durante mais anos e de maneira a que as gerações vindouras a possam estudar e fundamentar as suas opiniões tal como os nossos antepassados o fizeram e como nós próprios o fazemos.


A exposição estará aberta ao público até ao dia 31 de Março de 2008, no átrio da Biblioteca Municipal de Tomar. Esta exposição assinala também o aniversário do Clube de Coleccionadores de Tomar que comemora 10 anos, como tal estão anunciadas novas exposições no decorrer deste ano.


Ao clube de Coleccionadores de Tomar desejamos um futuro muito próspero!

Algumas fotografias da exposição:







Até breve