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6/26/2007

Símbolo na Charola Templária

A pedido do Dregaconis:

Junto à Charola e em local pouco visível encontra-se a figura agora exposta. Eu próprio nunca me tinha apercebido da sua existência, mas a confraternização ocorrida em Março em Tomar permitiu que o João a indicasse-me. Aliás já tinha comentado uma possível figura misteriosa numa das paredes do Convento que ele tinha descoberto ( ver comentários anteriores, talvez de Março ).


Na altura, e ainda não a tendo visto, a crer no João, podia-se tratar de um símbolo maçónico, hoje, depois de a ter visto e analisado tenho uma ideia concreta, se verdadeira ou falsa a ideia ou a figura não sei, mas por agora deixo-a por aqui para iniciar um debate sobre o seu real sentido.

49 comentários:

Rogério Fonseca disse...

Azul, não pretendo comentar a figura mas sugerir uma outra muito mais visível: a pedra embutida na torre sineira da Igreja de São João Baptista, face ao castelo. Devem saber do que falo, de outra forma forneço fotografia. O que dela há escrito é escasso (ao que consegui), pelo que vos pergunto por mais. Da minha parte tenho alguma investigação mas aguardo pelo vosso interesse.
Cumprimentos,
Rogério Fonseca

Anónimo disse...

Agradecia que fosse mais preciso na descrição ou localização da "pedra embutida". Será a que se encontra saliente da parede à direita de quem entra na igreja de S.João Batptista?

Anónimo disse...

Está do lado de fora. Se estiver de costas para o castelo tem a pedra à esquerda, à altura do peito. Penso que se refiram a ela como a dos "cachorrinhos".
Rogério Fonseca.

Anónimo disse...

DEGRACONIS

Desculpe, mas no comentário anterior disse eu direita quando na verdade queria dizer esquerda. Sei a que se refere, e julgo que se a designam de cachorrinhos, deriva essa designação do termo de cachorro utilizado na arte arquitectónica.

Para que não seja este um comentário seco, atrevo-me adiantar que essa pedra e a outra que se localiza ao lado, devem ser provenientes de uma pequena igreja ou ermida de estilo românico anteriormente ai existente, a segunda pedra a que me refiro julga-se ser o tímpano dessa mesma igreja primeva, e a segunda talvez uma pedra de toque (ser de toque é meramente opinião minha).

Anónimo disse...

Esse símbolo é igual aos que estão nas paredes da nova sala do capitulo,por isso penso que seja dos canteiros tal símbolo.

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Anónimo disse...

A única informação sobre a pedra em si é, de facto, a referida - será proveniente de uma igreja românica desmantelada, porém, o estilo da arte não me parece românico pelo que a ser correcto mantém-se a ignorância sobre a origem da pedra em si.

Caso possível, agradeço informação (ideal será fotografia ou esquema) dos símbolos análogos dentro do capítulo.

Agradecido.
Rogério Fonseca.

Anónimo disse...

DEGRACONIS

Será possível dizer-nos exactamente onde se encontram esses símbolos nas paredes da nova sala do capítulo? Ou mesmo nos fornecer foto?

Rogério Fonseca disse...

De forma a que quem não conheça saiba de que pedra falamos, podem aceder ao local http://apedradetomar.blogspot.com/ (recém criado) onde a poderão ver.
Caso se entenda que este assunto não deve aqui ocupar espaço e tempo, poderão, sff, aí deixar as vossas partilhas.

Obrigado,
Rogério Fonseca

Anónimo disse...

DEGRACONIS

Possivelmente a flor-de-lis ou ramo florido é uma estilização da árvore do paraíso (ou da vida). Se o tempo permitir voltarei a este tema, mas por agora apenas ficarei atento aos comentários, neste blog ou no que indica. Contudo achei muito interessante o que mostra no blog da pedra e espero novos desenvolvimentos seus.

Luis de Matos disse...

Caro Rogério:

A estela reproduzida no seu blog é muito antiga e não é provável que seja de origem lusitana. Eu não consigo encontrar onde (o google não finciona na minha biblioteca, "fotocopiteca" e "revisteca") mas tenha a nítida sensação de que está publicado de fonte habitualmente segura que se trata de material recolhido na Terra Santa (ou em viagem para, ou no regresso) pelos Templários. A figura (que não reproduz) que está na esquina do edifício, tem sem dúvida um talhe ou Egípcio ou de inspiração egipcia, sendo identificado por Guingoind (mas também outros) como uma esfingie. A fantástica semelhança entre a estela que reproduz da Córsega e esta de Tomar apenas sublinha uma origem mais Mediterrânica e Oriental do que Lusitana, a meu ver.

Trata-se de um cão e um leão, com uma taça com uma liz ao centro. É inspirado numa iconografia muito antiga, tal como a muito bem achada bandeira do Tibete o é (não conhecia) e o seu simbolismo é muito claro e antigo, por isso não é motivo de demasiada polémica. Mais uma vez, a estela é estimulante em si mesma, mas o significado que os Templários ou já a Ordem de Cristo lhe poderão ter dado para a colocar na base da torre octogonal é motivo de maior interesse e este é precisamente o ponto onde se inicia o mistério, pois sobre isso nada ficou escrito, que eu conheça.

Estela e outros dados, eu suspeito que estejam ligados à questão dos túneis e a signo do Leão e o papel que a constelação de Canis Major e a estrela Sirius desempenharam no contexto de determinadas correntes iniciáticas e escolas de mistérios (aliás, como é o caso de periodos no Antigo Egipto). É conhecido o interesse dos Templários por outras correntes religiosas e filosóficas, por isso não é de estranahr que tivessem absorvido a algum nível conhecimentos recolhidos a Oriente que fizessem "ressonância" com os que já tinham no Ocidente. E o caso do Canis Major é certamente um deles.

Muitos historiadores dizem que não se sabe o que estudavam os Templários porque não produziram literatura prórpia. Isto não é exacto. Não só protegeram e patrocinaram vários autores (cujas obras têm uma marcada influência, no mínimo eclético-erética para a sua época, evidenciando uma "tolerância filsosófica" muito rara fora de círculos que tenham sido quimados na fogueira por uma "inquisição" providencial), como é sabido que, entre outras ciências antigas, estudavam a Astronomia de então (que era ainda uma ciência com um corpus hermeticus muito vasto, além dos conhecimentos objectivos que chegaram aos dias de hoje em forma de ciência). Sabemo-lo por muitos dados, mas entre eles a existência de cartas marítimas pré-Ordem de Cristo onde as estrelas e constelações (como é evidente, já que eram o GPS da época) estavam assinaladas. As viagens ao Oriente por mar naquela época são inconcebíveis sem um estudo do céu. E, para que este fosse ministrado, é absolutamente necessário admitir que, entre instrução militar e instrução religiosa, uma parte dos navegadores Templários (pré-1307) ou alguns doutos senhores na Ordem mantinham conhecimentos sobre o céu, os astros e as constelações, que passavam aos seus alunos.

Para evidenciar a ligação entre os conhecimentos de "astriologia" a a Cavalaria, recordo apenas as palavras de abertura do "Livro da Ordem de Cavalaria" de Ramon Llull: "À semelhança dos sete planetas, que são corpos celestiais e governam e ordenam os corpos terrenos, dividimos este livro de cavalaria em sete partes, para mostrar que os cavaleiros têm honra e senhorio sobre o povo para o ordenar e defender."

Ramon Llull conheceu Jacques de Molay vários anos antes da tragédia de 1307.

Rogério Fonseca disse...

Luís de Matos,

Não há dúvida de que é muito antiga e não de proveniência local. Acrescentarei mais mensagens neste lugar com o que já tenho e que vão nesse sentido.

Reforço o que afirmas, o grande interesse é o motivo de estar onde está.

Se te fôr possível recordar e fornecer a fonte documental quanto a ter sido recolhida na Terra Santa, muito agradeceria porque as minhas conclusões vão para uma origem especifica na zona.

Obrigado,
Rogério Fonseca.

Tavares disse...

Não tendo encontrado esta imagem ou semelhante no meu modesto arquivo de simbolos na pedra, reporto esta imagem para 3 possiveis caminhos a aprofundar. Primeira via será a do simbolo representar um mapa indicando algo ou um estudo da construção de algo, baseada na geometria ou na astronomia usada pelos Templários.
Segunda via separando os simbolos do simbolo veriamos representado o grande triangulo representando a unidade perfeita, ao centro o quadrado paerfeito representando a caverna sagrada, embora a imagem sugira um losangolo, os trés traços não vejo possivel ligação a não ser o numero três numero sagrado em diversas religiões, honestamente não me parece a segunda via.
Treceira via é do simbolo ser mais recente que os templários e ser a representação de um simbolo maçonico.

Anónimo disse...

DEGRACONIS

Sérgio, julgo que o site da DGEMN não tem foto desta gravura, no entanto conto consigo para verificar se não estarei errado.

No seguimento do seu comentário: E se eu lhe disser que trata-se possivelmente de um símbolo Católico? Surpreendido?

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Tavares disse...

Não, também pensei nisso, existe um parecido que maspenso não ser aceite pela igreja catolica actual.
Saudações.
Eu não me referia a o arquivo da DGEMN

Frei Raymundi Bernardi disse...

Aqui vai a minha estreia.
Como todos sabemos a charola do convento de Thomar sofreu varias alterações ao longo do seu percurso. Sem qualquer duvida este símbolo foi certamente gravado uns bons séculos após a sua fundação.

Dê uma vista de olhos no novo blog:

www.arquivosdotemplo.blogspot.com

Tavares disse...

Degraconis, sabe da existencia de ouros simbolos na charola do mesmo periodo ou não de outras religiões?

Qual a localização presica deste simbolo?

Saudações

Anónimo disse...

DEGRACONIS

Sérgio, que ocorra-me agora à memória não, não me lembro de outros símbolos de relevância. Este mesmo não fui eu que o encontrei mas sim o João. De outros não fui informado.

Este fica encima da entrada para a bilheteira ( mas só é possível vê-lo de dia, à noite desaparece ).

JOÃO disse...

Caros amigos este blog está de luto.
Como sabem o convento não foi eleito para as sete maravilhas de Portugal,lamento que o povo vote so por bairrismo e não pela História,eu proprio não votei so no convento,tambem votei em Conímbriga e Alcobaça.
Estou profundamente desolado e pergunto a min proprio se o trabalho que estamos aqui a fazer no blog séra util.
Obrigado

Tavares disse...

Sr João partilho das suas palavras, é uma autentica vergonha nacional, só mostra o desconheciento pela História da criação desta nação.
Não desanime o trabalho desnvolvido neste blog é muito importante e a longo prazo dará os seus frutos.

Anónimo disse...

Também estou muito triste, estava bastante convicta que o Convento de Cristo estaria entre os eleitos.
Pelo menos para nós, é o eleito.
Salvam-se os Mosteiros de Alcobaça e da Batalha.
Cumprimentos,
Ana P.

Anónimo disse...

Meus caros,

as mesmas pessoas que votaram pelas 7 maravilhas são as mesmas que elegeram Salazar e Cunhal como os dois maiores portugueses de sempre. Isto só demonstra o valor desta votação: nenhum.


Velho do Restelo

Luis de Matos disse...

O Castelo de Guimarães??????? E não o Convento de Cristo? Que raio de país em que vivemos!

Anónimo disse...

ya foi bue fuleiro a cena das maravilhas.
o povo é bue louco,não pescam uma.
não desistam curto bue este blog.

max

Anónimo disse...

Mais uma vez o Salazar ganhou,pois foi ele a recostruir o castelo de Guimarães,foi ele a reconstruir os jeronimos e Obidos.O Convento é original não presta.Que raio de pais.
Força pessoal vão em frente.

Miguel

Luis de Matos disse...

Apenas quero chamar a atenção dos visitantes destas páginas para um livro que acaba de ter nova edição, depois de ter esgotado rapidamente a original. Tive o prazer de estar ontem no lançamento e de rever velhos amigos. Trata-se de "(Crónicas) da Vida Social dos Ocultistas", brilhantemente escrito pelo jornalista/poeta Luis Filipe Sarmento e editado pela Zéfiro.

Trata-se de uma novela que conta a história de Guilherme, uma daquelas pessoas cooptadas por círculos maçónicos sem ter perfeita consciência no que se iria meter. É uma viagem muito divertida pela sua história pessoal (há algo de quase auto-biográfico na novela), em que encontra toda uma quantidade de personagens baseados em pessoas reais e eventos a que o autor assistiu ou lhe contaram, caricaturados com uma pena magistral. Por entre um humor contagiante e as gargalhadas que o leitor não pode conter, podem perder-se preciosas referências reais a temas espirituais, que incluem os Templários, Tomar, a Maçonaria, o Martinismo, etc. Ao longo do romance a personagem Guilherme tem conversas muito interessantes e algumas vezes profundas com outras personagens menos envolvidas nas lutas de poder e ambição das "ordens iniciáticas" que vai conhecendo. É um monumento à fantasia que corre na cabeça de "mestres" e "iluminados", que arrastam atrás de si "discípulos" em busca de um "segredo" que nunca dão. O Velho do Restelo ía adorar!

Só para dar um cheirinho, eis uma lista das Ordens Iniciáticas que Guilherme encontra a dado momento representadas num "congresso" numa sala do Hotel Ibis (hilariante!), todas de fantasia, é claro, todas herdeiras únicas dos Templários, óbvio, mas com respeitáveis e nobres nomes:

(cito): "Augusta Ordem dos Cavaleiros do Sétimo Céu; Augusta Ordem dos Beneméritos da Cavalaria de Cascais; Soberana Ordem dos Cavaleiros do Mar; Ordem Militar e Cavaleiresca de Santa Cruz do Além; Ordem de São João dos Desertos; Ordem Militar do Terceiro Templo de Jerusalém; Soberana e Augusta Ordem do Secretíssimo Templo dos Reinos de Jeová; Ordem Crística dos Cavaleiros das Masmorras Secretas; Ordem da Távola dos Tempos Perdidos; Ordem dos Cavaleiros Maçónicos da Rosa Cruz do Império Sinárquico; Ordem do Mosteiro do Agrião e , finalmente, a Secretíssima Ordem do Templo Aquático e dos Cavaleiros Armados da Região Desconhecida." Quem não quer fazer parte desta elite espiritual???

Azul disse...

Bem!
Mais uma vez Portugal surpreendeu-me... mas como começa a ser habito, não ligo.
Qualquer curioso de arte, ou mesmo historiador, ou apenas meras pessoas, que gostem de apreciar "coisas" antigas de enorme explendor e misterio, eu diria que Thomar é um ponto obrigatório. Mas isso toda a gente sabe.
Agradeço a todos o apoio dado, e compreendo o enorme desagrado. Não podem reclamar com os outros monumentos, pois todos eles também tiverem/teem a sua importância, e de certo foram fundamentais para a nação que temos hoje. Também fiquei triste pelas pirâmides do Egipto não serem eleitas, e intrigado pelo (triste) Cristo Rei, ter sido uma das eleitas.
O que intressa é que cada um de nós elege as suas maravilhas e olhará sempre para elas com aquele enorme espanto e admiração.

Aproveito também este momento para pedir desculpa a todos os participantes do blog, que estão decerto,"fartos" de esperar por novos topicos. Estamos a prepar um que deve "germinar" muito em breve... Infelizmente estou numa altura critica do campeonato escolar que não me deixa grande tempo para respirar, tenho dois exames de recurso e só quero ir de ferias com eles feitos...

Quero também dizer que estou de acordo em criar um topico em constante actualização de uma bibliografia segura e verdadeira sobre esta tematica ou mesmo em redor. Para isso á que aproveitar as mencionadas (bibliografias) e quem tiver algo mais a acrecentar, poderá faze-lo. (brevemente será posto em prática).

Aproveito também esta vinda para anunciar (finalemnte) um novo jantar aberto a todos os templários intressados em trocar ideias e fazer um convivio em Thomar. o programa será anunciado em breve, mas não deve fugir muito de um paseio á tarde pela cidade, ou/e alguns monumentos, jantar convivio, e um café final numa esplanada ou num café. A data apontada (já falada entre alguns de nós) é sabado dia 28 de Julho.
Se a maioria dos intressados não puder compareçer, eatamos dispostos a alterar para uma data mais convidativa, para isso, vamos falando.

Quero expressar também um agradeçimento a todos os que colaboraram para que a festa dos Tabuleiros fosse novamente realizada, e a todos os simpáticos visitantes. Mais uma vez a tradição triunfou em Thomar.

Abraços

Luis de Matos disse...

Uma vez que não vamos estar todos de acordo sobre a bibliografia, sugiro um sistema para que, quem a consulte, possa perceber se é uma obra que está dirigida ao seu estágio de estudo, ou se é demasiado avançada (diria, técnica) ou superficial (diria, para um leitor que começa). A meneira de o fazer, podia ser criando um Blog em que cada entrada é um livro, seguido das "classificações" dadas pelos seus leitores.

Por exemplo, eu poderia sugerir "Os Templários na Manchúria" (título fictício), como um livro de nível 1 [de 1 a 3] (para quem começa) e dar-lhe para esse nível a classificação de 4 estrelas [de 1 a 5 estrelas], ao que outros que o tenham lido poderão recomendar que seja já de nível 2 [leitor médio], embora para esse nível seja de 3 estrelas em sua opinião. O post consistiria na referência completa do livro, seguida das classificções, tendo ainda abertos os comentários para quem queira comentar as escolhas. Ofereço-me para gerir esse blog em conjunto com dois ou três leitores daqui. Exemplo rápido segue em

http://libertempli.wordpress.com

Podemos mudar tudo nesse blog se for essa a vossa ideia. É só um possível exemplo.

tavares disse...

Apoio a 100% a sua ideia tal como antes já tinha referido

Anónimo disse...

Ao sr.Matos quero apenas perguntar com que critérios se apresentam livros a concurso e com que critérios se "classificam" (gostaria de perceber porque usa as aspas, mas uso-as para não destoar do seu post)os mesmos. Qualquer livro é válido? Qualquer opinião é válida? O que é que considera, por exemplo, um livro técnico? O que o distingue de um livro superficial? Quem o define de um superficial? Enfim, apenas algumas questões que penso ser importantes.
Quanto ao livro que sugere (o "(Crónicas) da Vida Social dos Ocultistas") devo dizer que me surpreendeu e pela positiva pois tenho de admitir que você e a sua ordem neo-templária me vieram à memória quando li algumas páginas desse livro. De facto é sempre importante, e saudavel, uma pessoa saber rir um pouco de si mesma. Prometo que assim que tiver algum tempo disponivel o leio, o "classifico" e o aprensento a concurso para a vossa bibliografia. Só não sei é se o hei-de apresentar para a categoria dos superficiais ou dos técnicos, mas tenho a certeza que me ajudará com esta minha indecisão.


Velho do Restelo

Anónimo disse...

DEGRACONIS

Quando algures avancei com a ideia de passar para o blog uma bibliografia (entenda-se esta constituída pelos livros que detemos ou lemos) não esperava que tão simples ideia tomasse a dimensão que tomou.. Não entendo a necessidade de classifica-la, e muito menos em distingui-la pelo seu grau de dificuldade ou acessibilidade em termos de entendimento. Não faz parte da eventual bibliografia que eu poderia apresentar, livros que possam ou devam ser assim classificados. Faço das palavras do VR as minhas, excepção se faça no entanto, ao seu tom satírico e irónico que tanto o caracteriza e por vezes excede as regras da boa educação.

Julgo que a colocar-se lista dos livros no blog, a análise critica surgiria por ela própria sem necessidade à priori de fulano ou beltrano, sob pena de passarem por presunçosos, terem que intervir com opiniões tendenciosas. Todavia, e depois de reflectir sobre o espaço limitado que é o blog, e já tendo conhecimento de que alguns dos participantes tem listas que superam uma centena de livros (não é o meu caso), sou da opinião que não se deve inundar o blog com tais listagens, eventualmente poderiam presentear o blog com um rol de livros que considerem extremamente interessantes.

Mais ainda, sou completamente discordante da criação de outros blogs, complementares ou não a este, como forma de organização de matérias de índole templária. Claro que cada um está no seu direito, mas apelo ao Azul e João, para não dispersarem o que até agora nos tem mantido unidos, este Blog, que pode ter muitos defeitos, parvoíces, delírios e sei lá mais o que, mas que já tem mais de meio ano e já ultrapassa um milhar de comentários.

Sem mais.

Luis de Matos disse...

Estimados VR e Degraconis:

Ao sugerir um blog próprio para uma bibliografia foi apenas por pensar que o âmbito deste em que estamos é mais específico e pode correr o risco de ficar inundado de livros e referências bibliográficas, que apenas nos irão distrair do propósito dos seus criadores e animadores. Entendo que a iniciativa proposta de fazer uma bibliografia não deve ser imposta aos donos deste blog. Acresce que uma bibliografia sugerida pelos inúmeros visitantes pode ser de muita utilidade para todos os que já aqui param e os que ao longo do tempo se vão juntando. Em meu entender é um repositório de sugestões de leitura muito útil, dinâmico, que se amplia com o tempo as quais não se esgotam nem num comentário a um post ou mesmo num post dedicado só a esse tema.

Acerca das classificações em estrelas e categorias, não fui eu que as inventei. Hoje em dia não reservo um hotel em parte nenhuma sem primeiro ler as opiniões dos que lá ficaram antes de mim. E como cada um tem tendência a valorizar coisas diferentes, mesmo quando um hotel tem 1 estrela de um hóspede que não gostou disto ou daquilo (que pouco me importa) mas 4 estrelas de outro que diz que um determinado serviço ou aspecto é muito bom (e que a mim me faz falta), eu acabo por decidir baseado nessa opinião. Isto aplica-se a hotéis (ver tripadvisor.com, por exemplo), mas claro que também nos livros (basta ver a amazon.com em que cada um pode classificar e fazer uma crítica aos livros/CDs/DVDs que compra). Só por estes exemplos se nota que há quem dê 5 estrelas desveladíssimas ao "Código DaVinci" enquanto outros dão zero. E isto é assim porque há quem adore o livro e quem o odeie. O que se aplica para qualquer livro! Ora, uma bibliografia que permita a cada um que sugere um livro, classificá-lo e comentá-lo é útil para quem a consulta. E se for possível a outros contraporem ou sublinharem a opinião dada, mais fácil será ao livro encontrar o seu leitor. Mas é só a minha opinião, depois de ter consultado muitas páginas de recomendações. Dá muito menos trabalho atirar 3 títulos que ninguém vai encontrar em lado nenhum e passar por entendido!

Dizia Thomas Say que entre um homem culto e um erudito há a mesma diferença que entre um livro e um índice de matérias.

Continuo a pensar que com a minha sugestão fazíamos melhor serviço aos visitantes deste e desse blog do que ao nosso umbigo. Talvez por isso seja melhor esperar que façam uma sugestão diferente. Eu participarei com igual entusiasmo.

Luis de Matos disse...

Caro VR:

Respondendo à sua farpa (não podia resistir em mandar uma, não é?), devo dizer-lhe que a Ordem retratada no livro "(Crónicas) da Vida Social dos Ocultistas" não é a "minha" Ordem neo-Templária.

Antes de mais porque não é minha. Depois porque não se inscreve nos movimentos neo-Templários.

Vamos por partes.

O neo-Templarismo é um movimento muito recente. Surgiu durante os anos 50/60 pela mão de um influente dirigente ligado a um grupo Rosicruciano Francês, que pretendeu fundar no seu interior uma milícia secreta. Esse dirigente era à época Maçon e à época dava-se uma das mais profundas crises na Maçonaria Francesa que levou à separação de um corpo ritualista que se reclamava de tradição Templária, hoje ainda em actividade e baseado na influente (à época) Loja Opera de Paris. Uma das razões que levou à debandada da Maçonaria de tradição anglo-saxonica em França deste grupo da Loja Opera foi a cedência dos graus azuis (Aprendiz, Companheiro e Mestre) da Ordem Interior Templária da Maçonaria (que já vinha da Estrita Observância Templária, séc. XVIII) à administração da Grande Loja Nacional Francesa. No seu entender, ao permitir a administração à Maçonaria dos graus iniciais de instrução, a Ordem Templária maçónica estava a comprometer a pureza e qualidade da via Templária.

Deste modo, a separação da Loja Opera levou a que alguns dos seus membros seguissem o seu caminho individual e, por razões que têm que ver com a iniciação própria do grau, bem como da sua posição no seio de várias sociedades como a Rosacruz e a Sociedade Teosófica em França, entre outras, decidiram fundar a sua linhagem própria. No seio da Rosacruz (AMORC) já havia sido criada a Ordem Martinista, inicialmente um grupo interior, ao qual se acedia após um elevado grau na Ordem exterior; mas na década de 60 foi criada a Ordem Renovada do Templo, apenas acessível aos mais altos dirigentes. A experiência não teve êxito e rapidamente se procedeu à separação, existindo hoje a Ordem neo-Templária ORT por conta própria. Desta aliás saiu a Ordem do Templo Solar, de triste memória. Nos anos 80, a AMORC fez nova tentativa com a Ordem Crucifica Evangélica, mas sem êxito, esta acabou por se tornar um corpo neo-Templário à parte. O mesmo se pode dizer da Ordem dos Vigilantes do Templo, mais uma criação surgida do seio de AMORC e mais uma que acaba por tomar caminho independente. Desde os anos 60 começaram a surgir vária Ordens neo-Templárias, em cisão com os grupos já criados, com nomes muito imaginativos ou às vezes nem tanto. O movimento neo-Templário caracteriza-se por ser sempre de origem unipessoal, ou seja, há sempre um fundador que preside ao grupo dos 9, ou um responsável pela cisão a partir de um grupo anterior já existente. A maior parte desses grupos é também de características "new age", dizem ser os Templários da Era de Aquário (um conceito que estava já na criação da ORT, a percursora de inúmeros grupos!) e veneram tão depressa São João como Saint Germain. São grupo muito ecléticos, conjugando "ensinamentos" do oriente (desde os chakras às vias tântricas) com restos do que foram sendo agregados pelos seus sucessivos animadores. Por exemplo, quanto mais próximos da AMORC, mais frequentes são as referências ao Egipto no contexto dos Templários.

O "minha" Ordem não se inscreve em nenhum destes movimentos.

Mas já fui membro de vários, sabendo que valem o que valem, porque o fenómeno em si, de imaginar que se pode criar algo do nada, me fascina (não só em relação aos Templários, mas igualmente em relação a outros movimentos). Só se pode estudar o campo vivendo no campo, certo?

Ora, os movimentos anteriores a 1950/60 que afirmavam uma transmissão Templária não são muitos e todos têm uma origem muito próxima. Repare que são movimentos de transmissão e não de criação (como os neo-Templários). Enquanto 2 ou 3, ou 9 de nós podem registar em notário qualquer associação com nome de Ordem Templária e fazer os rituais que nos der na telha (opção confessadamente tomada, por exemplo, pela única Ordem do Templo que foi mesmo reconhecida por um Patriarca Grego Ortodoxo ainda nos anos 90, o que não a legitima mais ou menos por esse facto), já os grupo anteriores aos movimento neo-Templário advogam uma transmissão pessoal da Cavalaria (tão importante como o dito "templarismo"). Numa Ordem neo-Templária você pode ser "iniciado" por correio, à distância. Numa Ordem das linhas mais antigas - já lá vamos - isso não é possível, porque o que se transmite em primeiro lugar é a Cavalaria Espiritual (que não é exclusiva dos Templários e que não foi extinta, existindo uma cadeia contínua desde a antiguidade), e só depois os valores que são partilhados com os Templários.

Desses movimentos antigos há 2 mais visíveis. Aquele que nos anos 60 deu origem inadvertidamente ao neo-Templarismo, e que se torna visível nos anos 50 do século XVIII sob a designação de Estrita Observância Templária. O outro, igualmente do século XVIII, mas mais tardio, é o da Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém (linha em que se inscreve a OSMTHU de que faço parte).

A Estrita Observância Templária, talvez incentivada pelo famoso discurso de Ramsey (que em 1739 atribuiu o origem da Maçonaria aos Templários fugidos de França e refugiados na Escócia) durante alguns anos reclama-se como herdeira directa dos Templários, sendo defendida por diversas Casas Reais Europeias. Contudo, reclamar a herança espiritual e a partilha de valores espirituais e iniciáticos é uma coisa, mas reclamar a herança material é outra e a Estrita Observância, ameaçada politicamente, acabou por renunciar a qualquer ligação histórica aos bens do Templo. No final da década de 70 dos séc. XVIII tornou-se na Ordem Interior da Maçonaria em França, Áustria e Prússia, expandindo-se rapidamente para os países nórdicos e Suiça. Chegou, como vimos, aos anos 60 do século XX, havendo razões para acreditar que ainda subsiste.

Já a OSMTJ teve origem em documentos entregues a um médico, Parlaprat, por um paciente de origem nobre às portas da morte em plena Revolução Francesa. Estes comprovavam a existência de uma Ordem paralela à Estrita Observância que alimentava ainda a esperança de reclamar por via Soberana a linhagem Templária. De acordo com a documentação, vários Príncipes de uma Europa agora em tumulto eram membros da Ordem e o regresso à normalidade política faria da Ordem uma entidade Soberana e reconhecida nos seus direitos como corpo sobrevivente dos Templários. Parlaprat eventualmente conseguiu encontrar outros membros do corpo que havia sido disperso pela revolução e reconstituir um Conselho de Regência. Contudo, tendo mais dinheiro do que tino, acabou por comprar em antiquários e outros mercadores toda uma parafernália de objectos que lhe diziam ser Templários, entre os quais uma actas de uma suposta assembleia tida em Versailles em 1705 (provavelmente falsa) e o polémico (por apócrifo) testamento de Larmenius, que estabelecia a sobrevivência dos Templários através do Grão Mestre Larmenius que teria sido designado por Jacques de Molay entes da sua morte. Infelizmente estes e outros factos bem como a colorida personalidade de Parlaprat, não ajudaram muito a solidificar a Ordem que havia feito renascer (digo renascer, por o ter feito com antigos Cavaleiros que reuniu, a partir de documentação que lhe é anterior). Poucos sabem, mas a pretensão de Soberana da Ordem acabou por ser confirmada por Napoleão, que se fez membro e em pouco tempo Grão Mestre e uma das Ordens do Império. Claro, foi derrotado em Waterloo e das Ordens Soberanas dos Soberanos sem trono a história pouco fala... A Ordem chegou aos nossos dias em 3 linhas distintas: a linha Sousa Fontes, a linha Luprecht (de Priorados Autónomos, criada nos anos 30 para fazer face aos problemas colocados por uma guerra iminente) e a linha novos-autónomos criada nos finais dos anos 90 por dissidentes da linha Fontes que acabaram por descobrir a sua ilegitimidade ao título de Regência. Sobrevivem ainda alguns corpos perdidos de cisões da linha Fontes (como a dos ditos "príncipes" Aztecas, entre outras patetices).

Eu estou ligado à linha Luprecht, que está documentada desde os anos 30 e antes disso pelo menos desde os finais do século XVIII. Há muito tempo que não se reclama herdeira directa ou Histórica dos Templários nem usa a Carta de Larmenius para o fazer.

Fica a questão da legitimidade, que é muito complexa para discutir aqui.

Vistos estes pontos, os templários (com letra minúscula se quiser) do século XVIII não são o subproduto de terceira geração de livros mal lidos e pouco assimilados, liderados por gurus da nova era. Já só este facto é de louvar, não acha? Por outro lado, o facto de serem antigas não fazem delas Ordem verdadeiras, apenas serão um erro antigo, nada mais. Também é fácil de ver.

Dizia Angel Almazán, um investigador Espanhol, que tentar reavivar hoje a Ordem do Templo faz tanto sentido como tentar restabelecer o Império Romano.

É aí que nos dividimos. A comparação é excessiva. A Europa Política é mais uma tentativa de reviver facetas do Império Romano (Hitler foi outra, Napoleão outra). Parece que, para alguns faz sentido e é possível recuperar instituições e soberanias do passado no que elas tiverem de melhor e adaptadas ao tempo de hoje. Até o Império Romano! Não há hoje vivo um único músico que possa reclamar-se herdeiro de Mozart ou de algum dos músicos que tenha estado na estreia da "Flauta Mágica". Mas, pautas à frente, um maestro conhecedor da linguagem musical adequada e uma boa orquestra, bons intérpretes e as mortas e inertes páginas da partitura fazem magia hoje em dia. Ninguém procura a Carta de Larmenius de Mozart... A ninguém ocorre mandar parar a Santa Casa da Misericórdia, fundada pela Rainha Maria Pia porque a República não tem legitimidade para se apropriar desse legado monárquico. Ninguém reclama uma Carta de Larmenius da Santa Casa, apesar de hoje se dedicar ao vício do jogo (é uma piada...) e nada ter que ver com a instituição original! Não faz falta. A ninguém ocorre questionar a legitimidade dos Jogos Olímpicos e estes nada têm que ver com as Olimpíadas originais, nem se seguiram cronologicamente. Nem ninguém procura a Carta de Larmenius das Olimpíadas.

O que nos deve preocupar é a legitimidade de reviver o espírito e os valores do passado hoje, neste caso do Templo, no seio de uma Ordem, não as comezinhas guerras de poder e sedução. Não acha?

Terá a Maçonaria mais legitimidade em reclamar a herança espiritual dos Pedreiros Livres do que a OSMTHU a dos Templários, só porque foi sistematizada em 1717 - uns 70 anos antes da segunda? Pois, eu acho que não. Vai você dizer-lhes ou vou eu?

Anónimo disse...

DEGRACONIS

Ambiciosa a intenção do Luís de Matos em tamanha empresa como é a de tentar sintetizar a história dos movimentos iniciáticos no ocidente nestes últimos três séculos. Sim, porque a vertente templária dos principais movimentos que se constituíram nesse período é um facto (julgo), exclusão se faça aos movimentos inspirados por Martinez de Pasquallys, este mesmo, maçom, mas afastou-se em termos de corrente iniciática.
Está de parabéns pelo feito e pelos esclarecimentos que proporcionou a muitos, inclusive a mim, não obstante eu, discordar de um ponto ou outro.

No seguimento do post referido, e dado as minhas intervenções neste bog tenderam, sempre que possível, agraciar o tema que é a razão do mesmo, os Templários (e OC) em Portugal e Thomar, venho acrescentar a titulo de curiosidade umas palavrinhas que de certa forma ligam a Portugal e a Tomar parte do assunto tratado pelo Luís.

A ordem criada e fundada pelo Fabré Palaprat, teria nas suas fileiras, senão pelo menos em boa conta, o nosso General Gomes Freire de Andrade (condenado à pena de morte), a quem teria sido dado a ver pelo Palaprat, enquanto legitimo sucessor do mestrado da Ordem dos Templários, cópia da carta de Larmenius, que devia ter como destinatário o nosso rei D.João VI, de forma a que este reconhecesse Palaprat como Grão Mestre da Ordem de Cristo, visto esta ser a herdeira ou uma sucedâneo directa da primeira.

Mais ainda, não teria sido essa a primeira investida da ordem em prol da obtenção do prelado da Ordem de Cristo. Décadas antes, ainda sem o Palaprat à frente, investiu a ordem dois iniciados que se deslocaram a Lisboa com o intuito de tratar do assunto junto à Ordem de Cristo. D. João V era o grão-mestre na altura (o título de Rei coincidia com o de Grão-Mestre desde a reforma da Ordem no sec. XVI), que entretanto solicitou ao nosso embaixador em Paris informação sobre tais pessoas e títulos. Em conclusão, foi emitida ordem de prisão para esses dois estranhos enviados, com estranha pretensão.

Informação mais detalhada poderão encontrar no livro “Annaes e codigo dos pedreiros livres em Portugal” de Miguel Dias publicado no ano de 1853, disponível para consulta na Biblioteca Nacional.

Ainda antes de concluir, um pedido especial ao Luís de Matos. Quando deixou o seu e-mail no blog e apercebi-me das suas eventuais ligações à ordem à qual efectivamente pertence, deveu-se a minha perspicácia, não tanto a conhecer a ordem mas sim à “polémica” Antonio Campello de Sousa Fontes. Pelo que percebo, por questões de segurança na década de 40 a ordem (da qual a OSMTU é uma cisão?) transferiu para as mãos desse português os seus arquivos. Que arquivos, documentos ou objectos eram esses? Era material que era detido pela ordem desde o tempo do Palaprat? Sei que talvez esteja a ser contraditório com o tema que defendo que deve ser objecto do blog, mas pedia-lhe que nos contasse um pouco sobre essa história, e a ordem que esse português (re)fundou.Obrigado.

E já agora Luis; Do congresso realizado em Tomar em 1996, patrocinado pela Secção da Aliança Federativa Internacional da Ordem Militar Soberana do Templo de Jerusalém, a que julgo a OSMTHU pertencer, resultou projecto que visava inventariar e estudar todo o espólio templário em Portugal (acho) durante o ano de 97 e 98. Algumas notícias sobre isto?

Sorry, pelas questões. Abraços Fraternos

Ps: A questão da bibliografia não se me afigurou importante por agora. As cartas estão deitadas e logo veremos no que vai dar. Entretanto já deixei hoje por aqui uma referência bibliografica, à qual apenso o livro “O Templo e a Ordem Templária de Portugal” do Manuel J.Gandra.

Luis de Matos disse...

Caro Degraconis:

Os seus comentários levantam muitos outros que não posso fazer neste momento, pois estou de saída para compromissos profissionais. Mas prometo mais tarde (talvez ainda hoje), complementar o que diz e responder às suas perguntas.

Contudo não resisto em chamar a atenção aos apaixonados por Tomar da referência que faz - e muito bem - à tentativa de legitimação através do reconhecimento pela Ordem de Cristo da OSMTJ ainda em pleno séc. XVIII. É de extrema importância e muito reveladora, não só da legitimidade da OC como sequência lógica do Templo, mas também do facto de a sua legitimidade cavaleiresca iniciática ser reconhecida pelas outras linhas que se entendem sobreviventes do Templo. Como pode compreender, omiti esse e outros factos por apenas querer separar neo-Templários de movimentos mais antigos que reclamam uma fliação espiritual e a partilha de valores com o Templo.

A questão de Pasqually é interessante e digna de uma reflexão muito mais profunda e detalhada. Talvez a possa fazer mais tarde.

Anónimo disse...

DEGRACONIS

Depois de voltar a ler o meu comentário, decido rectificar parte do que disse, porque posso induzir em erro quem leia o meu texto. Quando refiro que uma inspiração templária não pode ser excluída dos principais movimentos esotéricos nos últimos três séculos no mundo ocidental, é errado, e tal só o afirmei porque estava mentalmente concentrado nos primórdios desta vaga que se inicia com o surgimento da Maçonaria como sociedade. De facto, posteriormente, e sobretudo a partir do último quartel do século XIX, é vasta a panóplia de movimentos, assim como sui generis (serão?) nas abordagens esotéricas, pouco ficando a dever a uma eventual inspiração templária. Peço perdão pelo exagero cometido.

Luis de Matos disse...

Caro Degraconis:

Vamos então por partes.

Antes de mais como é que eu, que não vos conheço, posso identificar o grupo no Sábado? Uma referência seria boa. Eu de qualquer forma vou aproveitar para chegar mais cedo e visitar o Convento para uma fotos, que desde que tenho uma máquina digital ainda lá não pude ir.

Efectivamente muitos movimentos e grupos esotéricos Europeus reclamaram de algum modo o ideal Templário, o que acabou por confundir muito as coisas. Mas essa “reclamação” deu-se, essencialmente no séc. XVIII a partir da Estrita Observância e seus ramos e, depois de um longo hiato em que muita coisa acontece, com o tal movimento neo-Templário dos anos 50-60 do século XX, a partir de um núcleo rosicruciano por motivos ligados à maçonaria da época. Durante quanse 2 séculos, embora os Templários fossem fonte de interesse para ocultistas e curiosos, as tónicas dos movimentos iniciáticos e ditos iniciáticos forma essencialmente influenciados por 3 grandes correntes que vieram à luz no final do séc XIX: a Teosofia com Blavatsky e suas derivações (desde a Lucis Trust aos múltiplos “channelings” de hoje, aos “I am”, Chamas Violeta, etc. que acabaram por se misturar com alguns dos neo-Templários), movimentos que vão buscar os temas do Oriente e fazer uma síntese com o Ocidente; a Societas Rosicruciana In Anglia que acabaria por dar origem a movimentos tão diferentes como a Golden Dawn e a Antroposifia e, no limite aos movimentos hoje conhecidos como Rosacruzes (mesmo a AMORC tem na sua origem iniciações e sistematizações que foram dadas a público inicialmente pela SRIA), que dá um impulso único a temas como a Kaballah e o Tarot, bem como a Alquimia; e finalmente – mais uma vez incontornável – as movimentações, cisões e novidades maçónicas, particularmente neste caso as trazidas pela reactivação do sistema Memphis-Misraim (outra larga conversa, que mais uma vez envolve Portugal e Tomar) que, entre outros, daria origem à Ordo Templis Orientis, que nada tinha de Templário no sentido em que hoje percebemos o nome. Este último movimento é o principal responsável pela introdução das referências egípcias no corpus hermeticus de movimentos rosicrucianos e de cariz mágico-ritualista como a GD. Não falo aqui da influência de Papus e especialmente da Ordem Martinista porque esta viria a ser absorvida nos movimentos rosicrucianos só experimentando um renascer vigoroso nos anos 80. Até lá as linhas estavam de certo modo dormentes ou de expansão muito lenta, à excepção da Tradicional Ordem Martinista, no seio da Rosacruz AMORC. Última nota para dizer que leituras mais profundas – e muito pessoais – do Martinismo e Martinezismo acabaram por influenciar a literatura sobre Templários, quando Robert Ambelain e mais recentemente seus seguidores decidiram escrever sobre o tema. São das obras mais confusas e mais mal entendidas que conheço! Não digo mal escritas ou erróneas, mas prestam-se a muita confusão, sem dúvida.

O ponto que eu tentava fazer era distinguir a OSMTJ dos movimentos neo-Templários. São duas ondas diferentes, com duas origens muito distintas. Enquanto a primeira tem uma linhagem conhecida e muito antiga (pelo menos superior a 200 anos), as últimas têm uma origam duvidosa e uma doutrina típica do pior dos movimentos de nova-era. Não estou a dizer que não haja coisas positivas nos movimentos de nova-era, mas essas são contas de outro rosário.

A OSMTHU (Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalem Universalis – ou seja o mesmo que OSMTJ, mas em latim com o acrescento de Universalis) não é uma cisão do grupo de Fernando Fontes. Vejamos, durante os anos 30 muitos movimentos iniciáticos temiam a guerra que se sabia próxima. Existe uma acta de uma Loja Martinista de Lyon onde, em 1935 já se fazem preaparativos para levar a documentação mais importante para as Indias Ocidentais pela proximidade de grandes mudanças na Europa definido como um “véu negro”. Essa percepção existia em outros grupos. A OSMTJ estava a passar uma crise muito grande pelo facto de não existir um Grão Mestre desde meados do século XIX, uma vez que a direcção era exercida por um Conselho de Regência. Hoje em dia, com Fax, o email e o telefone, é muito fácil para gente do mundo inteiro estar ao corrente dos problemas e das decisões e mesmo fazer – como já fiz – reuniões internacionais em que Oficiais do outro lado do mundo acompanham os trabalhos pela internet e intervêem em tempo real. Mas não era assim nos anos 30. Era muito difícil viajar, preparar reuniões de um Conselho de Regência composto por membrosde muitos países distantse entre si e a Ordem estava em quase letargia. Deste modo, de acordo com uma tendência de auto-determinação que era emergente à época e após muitos pedidos para que houvessem mudanças profundas, houve Priorados que se declararam autónomos de um Conselho de Regência quase inexistente e decidiram que, na Escócia mandariam os Ecoceses, na Inglaterra os Ingleses, etc. Este movimento foi iniciado pelo Barão Luprecht da Áustria, a que se seguiram alguns Priorados (nomeadamente Escócia, Inglaterra, Suiça e Estados Unidos). Nascia assim a OSMTJ dos Priorados independentes. A sua legitimidade é total, já que encontramos hoje movimentos idênticos na Ordem de São João (Malta), como a Order of Saint John da Inglaterra perfeitamente reconhecida pela Rainha e a Ordem de São João na Holanda integrada na Casa Real, ambos ramos nacionais independentes da Ordem de Malta, contudo perfeitamente regulares e reconhecidos.

Fernandi Fontes entra na história só mais tarde. Com o início da 2ª Guerra o Conselho de Regência vê-se com graves problemas e decide entregar a documentação existente à época a um diplomata (documentação que é composta, pelo menos, por centenas de documentos originais do movimento, alguns remontando ao séc. XIX, assim como objectos e documentos adquiridos ao longo de décadas, muitos realmente de origem Templária, outros talvez de origem duvidosa). É escolhido o embaixador de Portugal na Bélgica, por se julgar que este país estaria a salvo de qualquer invasão Alemã. A documentação e peças originais foi enviada para Bruxelas, onde Campelo Pinto de Sousa Fontes (pai do actual Fernando Fontes) a recebe e guarda. Com a invasão iminente da Bélgica meses depois Sousa Fontes é chamado para Portugal e, em mala diplomática, faz-se acompanhar pela totalidade da documentação e objectos. O Conselho de Regência dissolve-se.

Finda a 2ª Guerra, não existe uma autoridade supra nacional. Por um lado os Priorados Autónomos seguem o seu caminho, por outro os Priorados que haviam enviado a sua documentação e objectos para a Bélgica começam a reclamar a devolução dos seus pertences. É aqui que se dá a surpresa. Sousa Fontes decide reclamar-se “A” autoridade da Ordem em virtude da confiança que lhe havia sido depositada pelo Conselho de Regência. Diz-se protector e Príncipe, pelo que não devolve num um clip e exige a obediência de todos os Priorados do mundo! Tem do seu lado alguns Priorados fieis e a sua atitude prepotente e anti-tradicional acaba por provocar uma cisão profunda. A maior parte dos Priorados que re revoltam acabam por desaparecer numa Europa do pós-guerra. Nºao estavam suficientemente organizados, não tinham contactos com outros em igual situação e foram definhando. Quando Sousa Fontes morre, o seu filho, Fernando Fontes, diz-se herdeiro da Ordem, uma noção que espanta qualquer um e que provoca novas cisões. Desde há mais de 40 anos Ferando Fontes proclama-se herdeiro universal de seu pai e, como tal Príncipe Regente da Ordem do Templo. Decidiu então reclamar uma ligação directa aos Templários, herança legitimada pela Carta de Larmenius e por uma disposição testamentária de seu pai (que se supõe apócrifa, já que só apareceu numa reunião convocada para Tomar em 1973 quando estava a ser pressionado internacionalmente a convocar eleições para Grão Mestre ou a abandonar a sua posição de líder não legitimado por um Conselho Magistral ou por eleições). Os anos 70 foram ingratos para a Ordem do senhor Fontes com muitas cisões e algumas prisões por fraude e lavagem de dinheiro, contrabando e, muito importante, tráfego de falsos títulos diplomáticos. Sempre que se extinguiam judicialmente Priorados, Fontes criava outros novos no seu lugar. Sempre que uma centena de membros debandava, ele lá encontrava dois ou três para fabricar um novo Priorado. Em plenos anos 90 havia um Priorado no Texas, baseado no rancho de um milionário do gado que fez uma generosa doação e que se compunha de 4 pessoas! Desde os anos 80 houve pelo menos 6 diferentes Priorados de Espanha sucessivos criados e extintos com a expulsão de todos os membros (depois de terem pago, é claro) por decreto do senhor Fontes. Contudo, há que dizer que o senhor Fontes foi ganhando juizo nos últimos anos e tem expandido a sua Ordem de forma eficaz e em alguns casos com um trabalho muito positivo. É de iniciativa da sua Ordem a criação de uma Comenda em Olivença composta por Portuguese e Espanhóis, o que é uma excelente ideia. Vamos lá ver quanto tempo duram na sua (des)organização os vários elementos válidos que soube não afastar nos últimos anos.

Nesse entretanto (durante mais de 70 anos) os Priorados Autónomos assistiram a tudo de fora, na paz do seu trabalho próprio. Quando iniciaram o seu caminho ainda não havia Fernando Fintes. Têm vindo a crescer de forma sistemática desde os anos 30 e por volta de 1988 resoveram criar uma Federação Internacional (a AFI que refere) e iniciar um trabalho que foi despoletado precisamente no Congresso de que fala em Tomar em 1996. Ainda hoje se fala em muitos Priorados por todo o mundo do inesquecível Jantar Renascentista organizado pelo Canto Firme no Refeitório do Convento de Cristo e que insistentemente pedem que se repita em Tomar. Os que aí foram iniciados não os esqueceram jamais. O trabalho iniciado em 1996 tem tido frutos pouco conhecidos do público, mas a todo o título interessantes. Por exemplo, para evitar que casos como o de Sousa Fontes se voltassem a repetir, foi oferecida a Tomar a possibilidade de albergar o Arquivo Internacional dos Templários, composto por documentação original dos 70 anos de história dos Priorados Autónomos, por objectos coleccionados ao longo dos anos que incluem alguns (ppoucos) objectos Templários bem como edições raras de livros sobre a Ordem, assim como cópias de documentos, plantas, mapas, livros e uma outra grande quantidade de recursos de estudo – muitos ainda inéditos – em cópias obtidas em arquivos de diversos países Europeus e (espanto....) Americanos. O facto de haver muitas cópias e alguns micro-filmes, mas poucos originais, não é muito relevante para o estudioso destas matérias, até porque as cópias estão referenciadas profissionalmente e permited identificar a localização dos originais. Nunca houve resposta das autoridades em Tomar e o Arquivo teve outro destino... O Priorado dos Estados Unidos ofereceu-se para doar mobiliário a especificar pelo Convento de Cristo em desenho e material devidamente certificado para que fosse uma réplica exacta do que hoje falta no Convento até um limite de 500.000 dólares (de 1996) para colocar em, pelo menos, algumas das salas nuas, o que teve como resposta um embaraçoso silêncio e finalmente uma lacónica carta que atribui ao IPPAR a competência para aceitar ofertas (que, aliás, nunca respondeu). O mesmo Priorado dos Estados Unidos pediu uma cópia de desenhos arquitectónicos da Janela da Sala do Capítulo, devidamente certificados por autoridade competente, para poder elaborar uma cópia em pedra a colocar na Academia de West Point num museu que aí existe, contudo foi-lhes dito que tal desenho não existe nem seria certificado, pelo que “copiassem uma fotografia”...

Hoje os Arquivos Internacionais estão em Soria (Espanha). Ali estão depositados os resultados de anos de pesquisa em Portugal, Espanha e Inglaterra, com cópias de documentos ainda inéditos e muitos por estudar. Entretanto a paleógrafa do Priorado de Espanha que estava a estudar documentação vária foi para os Estados Unidos terminar uma tese e só regressará em 2009, retomando então so trabalhos. Contudo a mudança de Alcaide em Soria nas eleições anteriores às últimas levou à suspensão do Protocolo com aquela localidade após Fernando Fontes ter tido acesso ao arquivo sem autorização do Arquivista Internacional e ter iniciado um processo (não judicial) através do seu representante de incorporação do Arquivo de Sória ao seu arquivo pessoal em sua casa no Porto por dizer ter direito a possuir todo o arquivo dos Templários ali depositado por ser “Príncipe Regente”. Claro que estamos a procurar resolver este assunto sem recorrer à via judicial, que seria um pratinho para o senhor Fontes ao ser reconhecido na imprensa como “Regente” que procura recuperar o que é seu de direito (a pobre vítima)!

Já iniciámos contactos em finais do ano passado para passar toda a documentação para outra cidade. Neste momento Londres perfigura-se como o destino de toda a documentação e objectos que estão em Soria. O Arquivista da Ordem é Australiano e trabalha com sistemas de alta segurança e tecnologia de ponta, tendo oferecido a digitalização de todo o arquivo e disponibilização em web fechada, sendo que para isso tudo teri ade ser transportado para a Australia, o que coloca considerações financeiras. Mas Tomar, onde as mentalidades evoluiram ao fim de 10 anos, poderia ser uma alternativa possível.

Resta dizer que os Priorados Autónomos não são um clube de compinchas que vestem capitas brancas e cruzes vermelhas e jantam uma vez por ano, vendendo medalhitas e diplomas. A atestá-lo está o facto ter-mos chegado a bom termo num dos outros objecctivos traçados em Tomar em 1996: obter o estatuto de Organização Não-Governamental das Nações Unidas com assento na Assembleia de Observadores. Trata-se de um processo longo e complexo e o estatuto de Consultor e colaborador da ONU não é dado sem que se faça prova de uma verdadeira actividade (jantares de atribuição de diplomas não chegam!), ao longo de vários anos e em vários países. Este estatuto foi confirmado pela ONU em Julho de 2002. Todas estas – e outras – vitórias tiveram o seu início no Congresso de Tomar de 1996. É evidente que nada disto tem que ver com os movimentos neo-Templários como a ORT, OVT, OCE, OTS, OCND, OSTI e um largo etc.

Quanto ao senhor Fontes, enquanto ele entender a Ordem como uma propriedade pessoal, com uma caneta ou um par de calças, que usa como e quando entende para os fins que são só seus, a Ordem a que teimosamente preside sem se submeter a eleições livres e universais entre os seus seguidores, não passa de reticências infelizes na história do movimento. Enquanto outros ramos avançam de forma sólida, o seu tarda em retomar a evolução que supendeu em 1940. Como sempre, o tempo será o grande juiz. Eu estou aqui para trabalhar. Gostava, em mais 10 anos, de fazer novo Cobgresso em Tomar e trazer o Arquivo para onde ele devia ter estado desde sempre – o nosso de Soria e o dele, senhor Fontes, se assim aprouver aos seus herdeiros, que já cheiram um Grão Mestrado do Templo nas disposições testamentárias do senhor.

Mas nada disto faz com que seja mais ou menos conhecedor de Tomar e o entusiasmo que aqui vejo de ir à descoberta e procurar o que está fechado, arquivado, esquecido, bafiento, numa palavra, “oculto”, é algo que partilho com todos os visitantes.

Anónimo disse...

Meus amigos por volta das 17,45 e 18 horas já estara alguem para voz receber junto do nosso mestre.

Anónimo disse...

Boa tarde,

O meu nome é Idáli Isabel Pinto de Sousa Fontes.
A minha família do lado paterna é directa do Sr. Fernando Campello Pinto de Sousa Fontes, por parte do meu avô. Que entretanto faleceu.
Ando em busca de "alguém" da parte da família do meu avô há anos. Encontrei uma entrevista num jornal diário, de há pelo menos 4 anos atrás. Onde mencionam os irmãos do meu avô e restante família viva.
A quem ler este meu comentário, por favor se me puderem dar algum contacto ou até, enviarem esta nota ao Sr. Fernando Fontes, fico agradecida. Pois tenho uma enorme curiosidade em conhecer esta parte da minha família que não conheço.
O meu mail isabelsousafontes@gmail.com
Muito obrigado.
Isabel Fontes.

Anónimo disse...

eu sou tomarense e tudo o que me foi dito, é que essa pedra era um simples tumulo do século XVI

Anónimo disse...

Que pedra?

Insidejob disse...

Bom ...
lembrei-me de voltar a este post

e dizer ou informar o seguinte:

Este esgrafito, não está na Charola mas sim numa parede que corresponde à cobertura da sacristia Velha ou Henriquina do Convento de Cristo.

É um esgrafito com cerca de 50 por 50 cm praticado na massa do reboco de cal dessa parede. Interessa saber que esta parede foi rebocada por volta de 1930-50 aquando dos restauros da Torre sineira ou posteriormente do Claustro da Lavagem. As obras foram efectuadas por mestres de obras Tomarenses recorrendo a operários locais, mas com fiscalização permanente de funcionários da DGEMN.

Anónimo disse...

Procuro registos escritos dos juramentos efectuados nas iniciações.
agradeço a informação se for possível fornecer-me uma fonte fidedigna.
Na verdade, quero comparar com um texto que eu recriei sob hipnose, pois a minha mente continua,apesar de tudo, racional.
Agradeço antecipadamente,

M.G.

Anónimo disse...

Sabemos que alguns acontecimentos templários foram realizados acompanhados com uma correspondencia simbolica de astros. Pois bem, gostaria de saber em qual correspondencia astrologica de planetas corresponde a fenix.
grato pela ajuda.
Marcelo

Anónimo disse...

Fiz um Blogger sobre a Order of Saint George of Burgundy, gostaria da colaboração de pessoas que tem conhecimentos dessa Ordem.

Obrigado,

Marcelo

Anónimo disse...

O senhor que diz ser a OSTI um movimento neo-templário, goza da mais plena falta de conhecimento sobre a mesma.

Anónimo disse...

Por favor, gostaria que vcs comentasse do meu blogger que fiz a respeito da Order of Saint George of Burgundy:

http://cavaleiroilluminati.blogspot.com/

Anónimo disse...

Não querendo me meter, mas já se metendo, risos, mas eu acho que a Osti é um movimento Neo Templário no sentido de se adaptar nos dias de hoje e não em sua Tradição, que com certeza vem da Cavalaria Original. Não precisa dizer mais nada no que se trata de vericidade quando citamos o seu fundador Grande Mestre Raymond Bernard. Foi um dos maiores mestres que a humanidade já teve. Baseado nessa Tese, a Osti é totalmente Tradicional.

Por favor, quem quiser, comente sobre meu blogger:

http://cavaleiroilluminati.blogspot.com/

Anónimo disse...

LENDO O LIVRO FERNANDO PESSOA E A TRADIÇÃO HERMETICA, COMO DIZ O DITADO POPULAR, PARA BOM ENTENDEDOR MEIA PALAVRA BASTA, POIS BEM, SENTI SEM SOMBRA DE DUVIDA ELE PERTENCIA A TRADIÇÃO TEMPLÁRIA LEGITIMA, POSSIVELMENTE O MESMO FOSSE DA ORDEM DE CRISTO PORTUGUESA. ALGUEM SABE A RESPEITO DISSO?

Marcelo

Anónimo disse...

Ordre Rénové du Temple ou ORT


Por favor, Gostaria da ajuda dos Senhores. Algum membro desse forum sabe se a ORT de França ainda existe e seu atual endereço.

Muito Obrigado pela ajuda,

Marcelo

P.S. quem souber por favor me mande resposta no seguinte endereço:

frater_wyrd@linkbr.com.br

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=ls&uid=2835133245749883069


"De todas as Ordens de Cavalaria, nenhuma teve um destino tão extraordinário quanto os Templários. Nenhuma teve tal influência sobre a direção do mundo." K E. Michelet