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11/23/2007

Santa Iria VIII – A Padroeira de Thomar


“Santa Iria

(Que floresceu em Nabância no século VII)

Num rio virginal de águas claras e mansas,
Pequenino baixel, a Santa vai Boiando.
Pouco a pouco, dilui-se o oiro das suas tranças
E, diluído, vê-se as águas aloirando.

Circunda-a um peslendor de verdes Esperanças.
Unge-lhe a fronte o luar (os Santos Óleos) brando,
E, com a Graça etérea e meiga das crianças,
Formosa Iria vai boiando, vai boiando…

Os cravos e os jasmins abrem-se à luz da Lua,
E, ao verem-na passar, fantástica barquinha,
Murmuram-se entre si:«É um mármore que flutua!»

Ela entr, enfim, no Oceano… E escuta-se, ao luar,
A mãe do Pescador, rezando a ladainha
Pelos que andam, Senhor! Sobre as águas do Mar…”

Leça, 1885, António Nobre

FIM

5 comentários:

Azul disse...

Olá amigos.

Já não vos vou maçar mais com posts sobre este tema deveras interessante.

Algum tempo antes de ser a Feira de Santa Iria, não sei bem porquê, nem como, resolvi escrever sobre a Santa. No início a coisa fluiu normalmente… mas pouco tempo adiante fiquei como que bloqueado, sem saber para onde me virar... até que há pouco tempo voltei em força e acabei aquilo que já devia ter sido acaba há mais tempo. Este bloqueio não sei ao que se deveu… mas curiosamente reflectiu-se tanto em mim como no João…
Talvez por algumas lacunas na história ou por outros momentos que nos deixaram mais surpresos… também tiramos algumas conclusões um tanto quanto especulativas, mas que as queremos partilhar com vocês.

Como disse num post anterior os dois conventos beneditinos foram fundados ao mesmo tempo, mas sabem que anteriormente já seriam locais de culto. Como sabem os templários só acampam em sítios onde existissem vestígios de outros povoados, era exactamente o caso da margem esquerda no Nabão (não me custa acreditar que as fundações do castelo apontassem para um castro ou vestígio de povoados anteriores). Aquilo que pensamos que o D. Gualdim Pais fez foi traçar um mapa da cidade (velha), tal como ela é hoje, com as ruas paralela. Muita gente defende que essa organização da cidade deve-se ao D. Henrique.

Pensamos que tal como Santa Maria dos Olivais foi usado como templo, que a igreja de S. Pedro de Fins ou mesmo o convento de Santa Iria também tivessem alguma coisa a ver com os templários… puro especulativo, e sem provas concretas nenhumas… sem dúvida! Mas reparemos numa coisa, os Templários e a Ordem de Cristo, fizeram uma cidade nova, ao lado da cidade antiga, quando eles próprios só confiam em terras anteriormente ocupadas... Também temos de salientar outra coisa… Quando D. Gualdim chegou a Thomar, deparou-se com problema do Grande Rio, pois a parte onde agora consideramos a zona histórica (e a parte velha), era zona de pântanos, (antigamente provavelmente na era romana o rio passava onde hoje é a Praça da República e desviaram o rio). Os templários criaram uns diques/açudes, que mais tarde melhor aproveitados deram os moinhos de El-Rey. Com esta atitude, conseguir ocupar e tornar essa zona habitável, continuado assim com duas várzeas, que garantia continuação de boas culturas.

Bem, este assunto é demasiado complexo e muito pouco concreto, por isso quero saber as vossas opiniões... no entanto contínuo a pensar que haja qualquer ligação entre a Santa Iria e os Templários.

Vejam só outra coisa também bastante curiosa: 653 foi o ano em a Santa Iria foi martirizada se multiplicarmos essa data por dois da 1306, um ano a seguir foi quando os Templários foram queimados também eles martirizados. Reparem noutra coisa também: 20 de Outubro foi o dia e o mês em que a Santa Iria foi morta, dia 13 de Outubro foi o dia em que os Templários foram presos. São 7 dias de diferença, o 7 é um número deveras mágico, pois tal como Jerusalém, Lisboa e Thomar tem 7 colinas, tal como 7 chacras tem os nossos corpos… amigos desde ontem que deixei de acreditar em coincidências…
Quero saber as vossas opiniões.
Até breve.

Anónimo disse...

Gostária de confirmar se sempre é verdade que não vai haver jantar no dia 8,foi um rapaz do polis que me disse.
Gostaria de ir mas não sei como vai ser ,vai haver jantar o não vai haver?

Pedro

Anónimo disse...

O jantar mantém-se.

Anónimo disse...

Claro que se mantém.

João

Sarracenia purpurea disse...

Ah, azul eu conheço essa fotografia hahaha
Gostei muito do poema :)
Beijinhos