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3/24/2007

Thomar Medieval


Nome: Thomar
Área:
Urbana: alcáçova 0,6 há; Almedina 1,6 há; vila de baixo +/- 10,0 há; arrabalde de S. Mamede +/- 0,5 há; Total */- 12,7 há.
Rural: Termo 39 882 há.
Muralhas:Data de construção: séc. XII (1160 ss.)Perímetro da Alcáçova: +/- 190 m.Perímetro da Almedina: +/- 320 m.
Portas:Número: 3.Nomes: de Santiago; do Sol; da Almedina.
Arrabaldes: 2 (Vila de Baixo; S. Martinho)
Termo: Alviobeira; Areias (Pias); Beberriqueira; Casais; Madalena; Olalhas; Porrais; Sabacheira; Serra.
Freguesias:Vila: 3 (Vigariaria de Santa Maria do Olival; Capelanias de Santa Maria do Castelo e S. João Baptista);
Termo: 9 (Capelanias e freguesias: St.ª Maria de Areias; St.ª Maria de Casais; St.ª Maria Madalena; St.ª Maria da Orada; St.ª Maria da Sabacheira; St.ª Maria da Serra; S. Pedro de Alviobeira; S. Pedro de Beberriqueira; S. Miguel de Porrais.
Vias:
No espaço Urbano: Corredoura;Rua dos Moinhos; Rua Direita da Várzea Grande (ou do Açougue); caminho de Riba Fria; rua da Graça; Calçada; Estaus (rua dos Arcos); rua de Calça Perra (ou do Almoxarife); rua de Maria Dona; Judiaria; Rua dos Oleiros; Rua da Persiguilha (ou Perizilha ou Prelazia); Rua dos Camanos; Rua dos Meios (ou da Várzea Pequena); Pé da Costa; S. Brás; Praça de S. João; chão de Pombal; Rossio da Vila (Várzea Grande); Várzea Pequena;
De acesso ao centro Urbano: Estrada de Santarém; Coimbrã; de Leiria; de Torres (Calçada); do Prado; de Maria Naia; caminho de Peniche.
Bairros diferenciados: Judiaria: 1 (séc. XV).

População:
Vila: (737 vizinhos) (1527);
Termo: (1516 vizinhos) (1527).Propriedade: Eclesiástica (Ordem de Cristo, hospital da Graça; gafaria; mosteiro de Alcobaça; mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; convento de Santa Clara de Coimbra); Alodial.
Rendas: Igreja de St.ª Maria do Olival (1320-21): 1200 lbs; Alcaidaria-Mor de Tomar (1320-21): 807 lbs; Comenda de Beselga (1320-21): 807 lbs; Comenda da Lousã (1320-21): 807 lbs; Comenda do Paúl (1320-21): 807 lbs; Comenda das Pias (1320-21): 807 lbs; Comenda do Prado (1320-21): 807 lbs; Vigário de Tomar (1320-26): 1570 lbs; Comendador do Castelo (1320-26): 1300 lbs; Vigário de Tomar (+/- 1470): +/- 70 000 rs.; Serviço real e serviço novo dos Judeus (1475): +/- 29 000 rs.; Judiaria (1497): 31 777 rs.; Pensão por cada tabelião (1500): 630 rs.
Produção:Agrícola: cereais (trigo; centeio; cevada; milho miúdo); azeite; vinho; leguminosas (favas; ervanços; tremoços; alhos; cebolas; legumes); hortaliças; fruta (ameixas; laranjas; cidras; romãs; peros; peras; figos; marmelos; limões; pêssegos); linho; lã; gado; pecuária; caça e pesca.Artesanal: extracção de pedra e barro; construção civil e militar; moagem e panificação; têxtil; vestuário e calçado; madeira e similares; mobiliário; metais; olaria; outras (saboaria; cordoaria; correaria; selaria; etc.).
Circulação e distribuição:Feiras: 1 anual (feira franca de 15 dias – Julho; 1420-1434); 2 anuais (Agosto, de 1 semana; Novembro-Dezembro de 1 semana; 1434 ss.);
Mercados e postos de venda: açougue de S. João; açougue de Cima (ou do Castelo, ou da Ordem); tendas.
Importação e exportação: gado vivo e morto; peixe e marisco; produtos agrícolas e alimentares; produtos industriais (sabão, sumagre, couros e peles, madeira, têxteis, vestuário e calçado, olaria, metais).

Pesos e Medidas: padrão de Santarém
Sociedade: freires da Ordem de Cristo; proprietários rurais; comerciantes; assoldadados.
Legislação: foral de 1162; foral de 1174; foral de 1510 (Foral Novo).
Inserção administrativa: Vigairaria de Tomar (isenção episcopal); Comarca da Estremadura; Correição do Mestrado de Cristo; Almoxarifado do Mestrado de Cristo; Concelho (senhorial) de Tomar; Vila de Tomar
Administração Local: alcaide-mor; alcaide-pequeno; juízes (1312); vereadores (1318); procurador (1317); procurador substituto (1445); almotacé (1174); andador (1444); chanceler (1430); escrivães da Câmara (1444); 4 quadrilheiros (1445); 1 porteiro (1430); provedor da gafaria (a. 1437).Locais de reunião: Alpendre de St.ª Iria (1383); Casa da Fala (1430); Casa da Relação (1444).
Tabeliães: 4 das notas (1500); 4 judiciais (1500).
Cortes: lugar no 4.º banco; capítulos especiais nas Cortes de 1438, 1439, 1498.
Organização militar: 32 besteiros (cidade e termo, fins do séc. XIII); 40 besteiros (+/- 1422).
Clero:
Secular: vigário; 15 capelães, 9 na vila, 6 no termo; cabido de St.ª Maria do Olival: +/- 13 clérigos; cabido de S. João Baptista: +/- 8 clérigos; Total (1527): 40 clérigos;
Regular: Ordem do Templo; Ordem de Cristo (+/- 30 freires em 1497; 38 freires em 1527).
Centros de Culto: igrejas paroquiais; igreja de S. Tomás de Cantuária; Ermidas e capelas: S. Pero Fim; S. Pedro; S. Miguel; St.ª Maria Madalena; St.º Ildefonso; St.ª Iria a Velha e St.ª Iria a Nova; St.º André; St.ª Maria da Cadeia (d. da Graça); S. Gião; S. Sebastião; St.ª Maria dos Anjos; St.ª Maria do Monte; S. Brás; Sinagogas: 1 (Judiaria); Cruzeiros: cruz de S. Martinho; recolhimentos das beatas: St.ª Iria.

Assistência:Albergarias e Hospitais: 14 (St.ª Maria da Cadeia; S. Pedro; St.ª Iria 1; St.ª Maria a Velha; Santiago o Velho; S. João 1; Santiago o Novo; St.ª Iria 2; S. Bartolomeu; S. Martinho; Espírito Santo; S. Brás; S. Paulo; S. João 2;Gafarias e Mercearias: 1 (St.º André);Confrarias: 8 (St.ª Maria do Olival; St.ª Iria; St.ª Maria do Castelo; dos Almocreves; St. Cruz; St.ª Maria dos Anjos; S. Pedro; S. Sebastião)
Cultura: 1 escola conventual (Convento de Cristo); 4 bibliotecas (no Convento e 3 Igrejas).
Monumentos:
Civis: Casa da Câmara; Paços: D. Henrique; Paços da Várzea Grande; Paços do Vigário 1; Paços do Vigário 2; Estaus; Pontes: da Vila; dos Oleiros; de Peniche; Celeiros: celeiro da Ordem do Templo; casa do celeiro e adega; casa da Tulha;
Militares: Castelo dos Templários; Torre de Menagem; Torre pentagonal; torre do Relógio; torre circular Muralhas;
Religiosos: Charola dos Templários; Igreja de St.ª Maria do Olival; Igreja de St.ª Maria do Castelo; Convento da Ordem de Cristo; Igreja de S. João Baptista; Sinagoga.
Construção: Pedreiras: (calcário); barreiras; cal; madeira.
Abastecimento de água: fonte de S. Martinho; poços particulares.
Conjuntura:
1147: conquista da região de Tomar por D. Afonso Henriques;
1159: doação à Ordem do Templo da região de Tomar;
1160: início da reconstrução do Castelo;
1162: 1.º foral, concedido pela Ordem do Templo;
1174: 2.º Foral, concedido pela Ordem do Templo;
finais do séc. XII: construção da charola;
finais do séc. XII: reconstrução da primitiva igreja de St.ª Maria do Olival;
1190: cerco de Tomar pelos Almorávidas;
1202: fome;
1206: epidemia de peste;
1227-41: concessão de indulgências aos visitantes de St.ª Maria de Tomar;
1295: arbitragem régia nas contendas entre Concelho e Ordem;
finais do séc. XIII: reconstrução da Igreja de St.ª Maria do Olival;
1311: extinção da Ordem do Templo;
1319: criação da Ordem de Cristo;
1323: o infante D. Afonso passa por Tomar em pé de guerra
1325 ss: conflitos entre o concelho e a Ordem de Cristo;
1348: Peste Negra;1356?: Tomar, sede da Ordem de Cristo;
1373: tumultos populares;
1379: novos tumultos populares;
1384: passagem do exército castelhano. Tomar coloca-se ao lado do Mestre de Avis;
1385: passagem do exército português;
1406-10: conflitos entre o concelho e a Ordem;
1420: o infante D. Henrique é feito administrador da Ordem de Cristo. Carta de feira franca;
1434: nova carta de feiras francas;
1438: morte de D. Duarte em Tomar; aclamação de D. Afonso V;
1460: morte do infante D. Henrique;
1465: epidemia de peste;
1491: obras de ampliação do Convento de Cristo;
1493: epidemia de peste.

Manuel Sílvio Alves Conde
História Medieval-1, “Atlas de Cidades Medievais Portuguesas” (Séculos XII a XIV), A. H. de Oliveira Marques, Iria Gonçalves; Amélia Aguiar Andrade – Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa / Instituto Nacional de Investigação Científica, 1990

4 comentários:

Anónimo disse...

MUITO BEM VOLTARAM EM FORÇA.
ESTOU MUITO CONTENTE!

PEDRO

Anónimo disse...

olá

Como o rio Nabão era navegável, onde era o porto, ou cais de Thomar?

Cavador Andante

Azul disse...

Olá.
fico contente por estarem atento as novidades.
Não tenho a certeza quanto a sitio provavel do cais, mas seria entre a varzea pequena e a grande...
No entanro junto da ponte nova,( ao lado da Casa dos Cubos) pode-se ver o que me pareçe ser um ancoradouro...

Abraços

Anónimo disse...

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