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12/26/2010

OS PASTORINHOS DE SANTA BÁRBARA - PARTE X

UMA ANTIQUÍSSIMA IMAGEM DE TOMAR
A mais antiga da urbe completa

De volta à imagem que dá a conhecer o que parece ser uma capela no cimo do monte, sabemos ser uma aguarela com vista geral sobre Tomar, da autoria de um pintor italiano, membro do séquito dos Médicis, do período de 1660/1670.

Aguarela de Tomar Séc. XVII – Em tamanho reduzido mas em
toda a sua extensão (carregar para aumentar)

Insere-se esta num vasto conjunto de outras imagens de Portugal, permitindo identificar vários monumentos e ruas de Tomar em data tão recuada. De realçar que, além dos notáveis monumentos, poderemos apreciar o arco de Santa Iria e o Padrão Sebástico. Aproveitamos o momento, dado o valor que as suas imagens têm, e visto não estarem amplamente divulgadas, para dar a conhecer mais algumas que retratem locais sobejamente conhecidos. Em algumas poderão apreciar as antigas muralhas que cercavam as cidades.
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(após carregarem e abrirem a foto podem carregar novamente para sua ampliação)
Se alguém quiser pedir imagem de alguma localidade em especial pode enviar-nos email. Não é aqui lugar para uma publicação excessiva de imagens que fuja do tema. Junto à imagem de Tomar vem outra imagem que não conseguimos reconhecer. Se alguém quiser ajudar agradeciamos.

A primeira vez que tivemos contacto com esta gravura de Tomar, no “Roteiro Histórico”, ficou-se com a ideia de tratar-se de uma imagem do século XX, visto o nome da cidade impresso na paisagem ser Tomar e não Thomar como seria de esperar. A capela ou casa existente, seria então, uma recriação do autor, talvez inspirada no “Tomar Lendário” de Antónia Guerra, que dá notícias da existência da capela naquele local.

Todavia, posteriormente, conseguimos ter contacto com o livro que contém todas as aguarelas do pintor, e verificou-se, para nosso espanto, ser a imagem de data bastante afastada, de tal forma, que a capela nessa altura ainda nem devia ter sido consagrada a Santa Bárbara, mas ainda devotada à imagem do Cristo crucificado, e onde nasceu misteriosa árvore nas suas configurações, em cruz. Portanto, e visto a acuidade do pintor nas representações, não temos dúvidas que o edifício representado seja real: a Capela de Santa Bárbara.
S

Imagens mais tardias, como seja esta de 1780, já não permite aquilatar com segurança a existência da capela naquele tempo, contudo pode ter sido descurada a sua representação pelo pintor, porque pelas informações já dadas à estampa, sabemos nos inícios do século XX as ruínas desta ainda serem perfeitamente visíveis.
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(continuação) Monte de Santa Bárbara
Apud “Tomar Lendário” 1932

Próximo Capítulo
ENCONTRO COM SANTA BÁRBARA
Um intenso olhar


5 comentários:

Anónimo disse...

Existe imagem de Beja também?
Adriano da zona de Beja

DEGRACONIS disse...

o nosso email é cethomar@hotmail.com

Anónimo disse...

Boa noite. A imagem que acompanha Tomar e que refere Estalagem de Gaita poderá ser a Venda da Gaita dado que este album elaborado por Pietro Maria Baldi é o resultado de uma viagem e os desenhos refletem essa viagem. Poderá ter existido algum pormenor que tenha prendido os olhares do desenhador e o tenha feito passar para a posteridade esse local. No caso do Livro de Duarte D'Armas o ilustrador desenha em muitos dos desenhos um homem a cavalo acompanhado por outro a pé. Quase de certeza que é o proprio desenhador que se faz representar mas nos desenhos do Duarte d'Armas também existe uma sequência lógica. É uma hipótese de trabalho. Boa noite. Ernesto Jana

DEGRACONIS disse...

Boa noite!

Estou aborrecidíssimo comigo por não ter dado conta do seu comentário logo após a conclusão da nossa publicação. Só o vi agora! Por outro lado, felicíssimo, porque descobri talvez tratar-se do local que nos indica por uma feliz coincidência, história que alias iria dar um pequeno post.

Estive em Tomar à duas semana e fui levado para a Venda da Gaita por um amigo que precisava de ir trocar de pneus a uma oficina em tal localidade. Não a conhecia nem nunca tinha ouvido falar dessa pequena povoação. Passei o resto do dia a dizer que tinha ido a uma terra que tinha um nome bem engraçado, sem todavia ter associado a gravura da “Estalagem da Gaita” à "Venda da Gaita".

Ao fim da tarde desse mesmo dia, e em conversação com a.. (não sei se devo dizer o nome, mas a quem agradeço a ajuda na identificação) .. voltei a repetir o nome da localidade e no meio da conversa, para espanto meu, tinha estado eu afinal no local que talvez esteja retratado na gravura. Nada teria sido assim se tivesse lido o seu comentário, talvez nem o destino (não acredito nele) me tivesse levado inesperadamente para lá para uma simples troca de pneus. Muito agradecido pela confirmação da ideia. No entanto, se o tivesse lido, teria observado melhor a localidade onde estive sem o saber. Já andamos a tentar identificar remeniscências dessa estalagem mas ainda sem sucesso...

O blog tem dezenas e dezenas de postes e não conseguimos saber de novos comentários. Tem-nos escapado muitos… um pedido de desculpas a que posso ter colocado comentários e não ter obtido qualquer tipo de resposta.

Ps: Ficámos muito honrados com a sua participação nos comentários. Como saberá não nos é desconhecido e já lemos muitas das publicações, assim como já o ouvimos ao vivo a tratar destes temas. Bem Haja

Anónimo disse...

E onde está essa imagem?